terça-feira, 23 de junho de 2015

Saddam Hussein e a moral bizarra de Lula


Imagem: filme "South Park, Bigger, Longer and Uncut"
Ontem, o Instituto Lula convocou o ex-primeiro ministro espanhol Felipe González (do PSOE, Partido Socialista Operário Espanhol), para tentar dar alguma legitimidade aos seus projetos ditatoriais.

Entre os absurdos do dia, Lula criticou o assassinato do ditador Saddam Hussein. Ele perguntou o seguinte a Gonzales: “Alguma vez ele te causou problema?”. Bem, Saddam Hussein não causou nenhum problema para mim, assim como os genocidas de vários países também não o fizeram. Mas ao mesmo tempo, ele causou problemas para milhares de curdos, vítimas de genocídio. Então ficamos assim: na ética de Lula, se não causou problema para “ele”, Hussein não merece ser combatido por crimes contra humanidade. Fácil, não?

Agora entende-se por que é fácil para essa gente defender a impunidade de menores. Se os políticos socialistas vivem debaixo dos muros de condomínios luxuosos e cercados de seguranças, logo é só perguntar: “alguma vez algum menor estuprador causou problema para mim?”. E a questão é resolvida. E quanto os mortos pela ditadura de Nicolas Maduro? Fácil de solucionar. Basta dizer: “Alguma vez as tropas de Maduro causaram problemas para mim?”.

Não há como dourar a pílula. A moral de Lula é baseada no benefício particular: algo só é imoral se o prejudicar, e moral se o ajudar. É por isso que ele pertence à mesma categoria moral de pessoas como Nicolas Maduro, Saddam Hussein e outros do mesmo naipe. Só não vale ficar surpreso diante do mar de aberrações no que se transformou o governo petista.

Por Luciano Ayan
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