quinta-feira, 11 de junho de 2015

PT exibe toda sua hipocrisia e dissimulação ao voltar a receber financiamento privado


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Nesta quarta-feira, 10, o presidente do PT de são Paulo, Emídio Souza, disse: “Estamos propondo que se abram exceções à proibição [de financiamento empresarial de campanha] Não vejo como pagar nossa dívida sem contribuição empresarial. É melhor assumir isso agora do que depois ter de pagar um preço político mais alto”.

Acontece que tempos atrás, os petistas disseram que iriam proibir que o partido pudesse receber financiamento empresarial de campanha, como forma de “dar o exemplo”.

Porém, há um risco de que este financiamento empresarial seja aprovado pelo Congresso. Assim sendo, os demais partidos poderiam continuar recebendo essa verba, mas não o PT. Foi aí que o partido voltou atrás.

Na verdade, toda a estratégia petista é baseada em um embuste: tentar jogar as culpas em cima do financiamento empresarial de campanha, de modo a amenizar, perante o público, sua culpa no Petrolão. Se alguém caiu nesta conversa, sinto dizer, é um trouxa. Países muito mais civilizados e desenvolvidos que o Brasil, mundo afora, permitem o financiamento empresarial de campanha, sem jamais apresentar tamanho nível de corrupção, especialmente o da era petista. Logo, a culpa não é “do financiamento empresarial de campanha”, mas do PT.

Mas como um partido iria apelar a um recurso tão baixo e canalha?

É simples. Ao proibir o financiamento empresarial de campanha, o governo consegue definir um limite de arrecadação para os partidos rivais. Como continua no estado, a partir deste limite, o governo pode usar a “regra 10 de financiamento estatal”. Isto é, calcular um valor no mínimo 10 vezes maior do que aquele recebido por todos os partidos, ir no cofre estatal e pegar esse dinheiro à vontade, a partir de meios como publicidade institucional, envio de dinheiro para a BLOSTA, pagamento a MAV’s, direcionamento de verbas de forma seletiva à mídia, publicidade estatal direcionada, e usar a favor do PT. Ou seja, uma técnica para garantir que o PT sempre tenha 10 vezes mais verba de campanha (no mínimo) do que seus adversários.

Alguns poderiam questionar: “Mas o PT já não pode fazer isso hoje?”.

Claro que pode, porém, o faz de maneira constrangida, pois ainda há um Congresso todo cuja maioria não está diretamente ligada ao partido. Com a “reforma política do PT” (que, como mostrei, é golpe), os demais partidos teriam que se ajoelhar ao PT.

Em tempo: se “financiamento empresarial gera corrupção”, conforme o PT desonestamente alegou, então isso significa que o PT assume que vai continuar corrupto, uma vez que voltará a receber verbas de empresas.

Pois, é meus amigos, cada vez mais este partido é digno de ânsia de vômito.

Por Luciano Ayan
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