segunda-feira, 8 de junho de 2015

A Globo e a Síndrome de Estocolmo


Imagem: Carta Capital
Há décadas as Organizações Globo bajulam a esquerda e, quanto mais subservientes, mais apanham. A capa da última Cartilha Capetal é mais uma prova de que não está funcionando.

Precisamos de uma lei "Maria da Imprensa"? Uma delegacia especializada em jornalistas? O que acontece com esse pessoal que é acusado de tudo diariamente pela esquerda e, quanto mais apanha, mais apaixona?

Em 1973, um assalto a banco na Suécia mostrou uma característica curiosa da mente humana. Durante os seis dias que se sucederam, quatro pessoas foram usadas como reféns pelos bandidos e surpreendentemente se ofereceram como escudos humanos para proteger seus sequestradores. Com o fim do assalto, um deles fez uma campanha de levantamento de fundos para pagar as despesas dos criminosos com advogados.

Nascia a chamada "Síndrome de Estocolmo", um distúrbio psicológico que faz com que vítimas de violência desenvolvam sentimentos de amor ou submissão aos autores dos atos violentos. A vítima começa inconscientemente a desenvolver a idéia de que precisa ajudar o agressor para continuar vivo e sair daquela situação. A bajulação e a subserviência muitas vezes não acabam com o fim do ato de violência e a vítima segue ajudando o criminoso mesmo quando já está fora de risco.

A cada olho roxo da Globo, mais um pedido de desculpas, mais uma bajulação, mais uma matéria num telejornal ou uma novela pautada pela agenda da esquerda. Nunca funcionou, nunca vai funcionar, mas ela continua dobrando a aposta.

Churchill disse dos apaziguadores que eles alimentam o crocodilo na esperança de serem devorados por último. O que falta para a Globo repensar a estratégia e considerar a possibilidade de que para não virar refeição de crocodilo é melhor não colocar o animal no seu jardim e muito menos alimentar o dia inteiro para que ele fique cada vez mais forte?

Esta revista é basicamente bancada por estatais e reflete fielmente o que o PT pensa. Não conheço um único petista que tenha qualquer simpatia pela Globo ou pela liberdade de imprensa em geral, mas se você assiste um telejornal ou uma novela o vilão é sempre a família, o religioso, a classe média e o empresário. Depois da morte de Roberto Marinho, o tumor ideológico deu metástase e o resultado é o que se vê hoje.

A Globo não precisa apenas de orientação, ela precisa de psicanalistas. Seus recursos técnicos, financeiros e humanos são únicos no país e é um desperdício que tudo isso hoje esteja a serviço de uma agenda ruim para o Brasil e suicida para ela própria.

Essa capa é mais um soco no olho da emissora, o que deve criar mais reuniões internas para ver como apaziguar, como bajular ou como tentar agradar ainda mais o governo e a esquerda. Não precisa ser vidente para saber o resultado.

Por Alexandre Borges
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