segunda-feira, 11 de maio de 2015

Os tucanos não estão à altura do papel que a população lhes atribuiu


Imagem: Reprodução Redes Sociais
É inaceitável e inexplicável que Aécio Neves​ e José Serra​ estejam ausentes da reunião da Comissão e de Constituição e Justiça do Senado que irá fazer nesta terça-feira a sabatina do militante petista Luis Fachin indicado por Dilma para a vaga do STF. A desculpa esfarrapada de que ambos precisam ir para Nova York acompanhar um evento de homenagem a FHC chega a ser uma afronta aos eleitores, ainda que fosse um evento para canonizar FHC em vida ou nomeá-lo sucessor do Papa.

O fato é que a indicação do petista Luis Fachin para a o STF se constitui o movimento mais ousado feito até agora pelo PT para aparelhar o poder judiciário. A ligação de Luis Fachin com o PT ficou ainda mais evidenciada quando se verifica que, conforme mostrou o site cetiscismopolitico.com, que o site que Fachin lançou esses dias para tentar diminuir sua rejeição junto à opinião pública foi registrado em nome de Renato Rojas, responsável pela Agência PT de Notícias e por toda a campanha de Dilma nas redes sociais. Esse fato por si só já seria suficiente para rejeitar de imediato a nomeação desse militante petista para a suprema corte do país.

A necessidade de rejeitar o nome de Fachin para impedir a bolivarianização da corte suprema do país deveria ser entendida como prioridade absoluta de todas as forças de oposição do país nesse momento. Mas o que vimos esses dias infelizmente foi a figura patética do senador tucano Álvaro Dias cometendo suicídio político em público ao sair em defesa do nome do petista, acompanhado pelo silêncio aquiescente e surpreendente dos demais senadores tucanos. Caberia nesse momento a Aécio Neves, detentor de mais de cinquenta milhões de votos oposicionistas e a José Serra, dono de cerca de dez milhões de votos, estarem presentes na reunião da CCJ não apenas para rejeitar o nome de Fachin, mas para denunciar de modo veemente mais essa tentativa petista de solapar o estado de direito.

Ao escolher estarem ausentes do país nesse momento, Aécio Neves e José Serra mostram mais uma vez que, além de não estarem fazendo jus aos milhões de votos que receberam, não estão tendo também a percepção do momento político do país e se mostram por isso incapazes de se exercer o papel de oposição à altura e com a dignidade que a maioria dos brasileiros esperam de todos os políticos daquele que é, por enquanto, o maior partido de oposição do país.

Por Paulo Eneas
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