sábado, 23 de maio de 2015

O desprezo das "autoridades" pelas vítimas da violência


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Um casal de médicos foi assaltado em Santa Catarina. Como os "especialistas" recomendam, entregaram tudo, mas o criminoso atirou neles mesmo assim, tirando a vida de Mirella.

No hospital seu corpo foi fotografado e a imagem espalhada pelas redes sociais. O vilipêndio de cadáver entrou na era do Facebook, mas isso nem é o pior.

Seu marido, Jaime, foi à Câmara dos Vereadores cobrar pela verba prometida para lidar com menores infratores e com a criminalidade na região. Foi aconselhado por uma "excelência" a não guardar amargor, porque ele não era especial, já que "muitas famílias passam pelo mesmo".

Essa é a essência da forma como 99,99% das "autoridades" lidam com os problemas do país: você, cidadão que os sustenta, NÃO É ESPECIAL.

Dane-se sua segurança, sua propriedade, seu direito de defesa e, mais importante de tudo, a sua vida. Você é um voto e um contribuinte. Fora disso, não presta para mais nada.

Antes de ontem, 21 de maio de 2015, mais uma pessoa foi esfaqueada na praça Paris, no Rio de Janeiro. Mas tudo bem, ao invés de tomar alguma atitude enérgica e mudar MESMO essa junção de sócio-construtivismo com coitadismo que norteia a nossa sociedade, vamos organizar mais algum debate para entender como "crianças", "negros", "pobres" e "oprimidos" têm razão em sair por aí assassinando os outros porque a vida não lhes deu o quinhão que achavam que mereciam.

Repito, como sempre faço, que não existe criminoso criança, pobre ou negro, existe criminoso. Essa gente TEM QUE SER PUNIDA severamente.

Para quem gosta de falar tanto em justiça social, eu vou dizer o que é justiça social: é a sociedade sendo protegida pela lei. A lei diz que o Estado deve retornar em serviços o que toma em impostos. A lei protege a propriedade. A lei DEVE garantir o direito de defesa e, novamente mais importante do que tudo, a lei deve tratar a vida como um bem sagrado.

A médica de Santa Catarina, o ciclista do Rio de Janeiro, a mulher na praça Paris, a dentista em São Paulo, todos, sem exceção, são as ÚNICAS vítimas.

E estas vidas merecem uma resposta de todos. Não é proibindo armas brancas como quer a OAB - entidade que enquanto não está lucrando com a aplicação de provas e emissão de carteirinhas se especializa em defender apenas o que não presta - ou justificando tudo através da "exclusão" que nós vamos deixar que essas pessoas descansem em paz e suas famílias tenham uma satisfação e a certeza de que são, sim, especiais.

Não há o que conforte algo assim, mas não fazer nada é, ainda por cima, pisotear sobre os túmulos desses inocentes.

Link para a página "Somos Todos Mirella", peço, por favor, que prestigiem. Os bons devem se unir e dar um basta, nem que para isso precisemos colocar esse país inteiro abaixo. 


Por Marcus Vinicius Motta
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