terça-feira, 12 de maio de 2015

O bolivarianismo petista contra Eduardo Cunha (e qualquer opositor)


Imagem: Reprodução Redes Sociais
O PT mostra mais uma vez sua face bolivariana e desmonta a própria narrativa que ajudou a construir de que não tem poder. O PT não só tem poder, como cada vez mais autoritário e antidemocrático. Recentemente, Rodrigo Janot, procurador da República indicado pelo governo petista, atropelou a constituição ao pedir uma autorização para o Ministério Público procurar evidências no gabinete de Cunha. Nem preciso dizer que quem concedeu a autorização, o ministro Teori Zavaski, do STF, também atropelou as leis mais fundamentais de nosso país no processo.

Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara, disse o seguinte sobre o caso:
"Isso é uma invasão da prerrogativa do mandato dela. Todo o parlamentar tem o direito e não é obrigado a declarar as suas fontes. Igual a vocês da imprensa, que não são obrigados a declarar suas fontes. O parlamentar não é obrigado a declarar sua fonte: artigo 53, parágrafo 6º da Constituição"
E de fato ele está certo! Apesar de ser importante a transparência dos políticos é essencial para a liberdade defender a privacidade de uma testemunha ou fonte que não queira se identificar. Estas fontes não são pessoas públicas como os políticos e tem todo o direito, resguardado devidamente pela constituição, do anonimato. Porém, parece que Zavaski e Janot não se importam nem com a constituição nem com a liberdade dos brasileiros. Eles colaboram com a instalação de um estado autoritário e policialesco, em que fontes que colaboram com aqueles que são considerados inimigos do PT, o partido príncipe, são devidamente identificados e incluídos em sua lista negra.

Na Venezuela, recentemente militares chavistas invadiram a sede do partido de oposição em busca do dirigente nacional Carlos Vecchio:



Sinceramente, qual a diferença entre atitude de Janot em relação às leis e aos direitos humanos e esta na Venezuela em relação aos opositores políticos? Talvez não tenha ocorrido uma ação tão violenta no caso brasileiro (se é que não foi tão violenta), pois aqui a esquerda bolivariana do PT não tem tanto poder. Mas a vontade de fazer igual e o desrespeito com as leis e direitos se equivalem. Um partido que coloca um ministro e um procurador geral para atender aos interesses deste partido é de fato um partidoi sem poder nenhum, como a mídia gosta de colocar?

Quem acredita no conto da carochinha de que o PT não governa? Quem acredita que acabou o poder do PT?

Por Pedro Henrique
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