terça-feira, 19 de maio de 2015

Mais um petista no supremo e com apoio dos tucanos


Imagem: Reprodução Redes Sociais
O Senado aprovou a indicação do advogado petista Luis Fachin para o STF por um placar de votação de 52 x 27. Embora o governo tenha a maioria no Senado, é importante ficar claro que a dimensão política desse resultado deve ser debitada em grande parte na conta de traições do PSDB. Desde a apresentação do nome de Fachin, o partido não fez um gesto sequer para contestá-lo. Pelo contrário, o partido em nenhum momento se manifestou contra a atuação vexatória de Álvaro Dias em favor do indicado petista. O senador Aécio Neves por sua vez limitou-se a dar um declaração aguada dizendo que considerava a indicação "preocupante". 

No dia da sabatina de Fachin na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, as principais lideranças tucanas fizeram questão de se ausentar para não fazer enfrentamento com o advogado petista. A desculpa para a viagem à NY para uma homenagem a FHC foi somente isso: uma desculpa. Não fosse essa, poderiam muito bem arrumar outro pretexto para fugir ao embate.

Por fim, na semana anterior à votação, jornalistas bem informados como Lauro Jardim da Revista Veja e o jornal online O Antagonista informavam que FHC se movimentava nos bastidores junto a governadores tucanos para assegurar a aprovação de Fachin. Esse é o resumo da ópera. Temos agora mais um petista no STF graças a colaboração em graus variados dos tucanos. Os mesmos tucanos que supostamente deveriam ser a principal força política de oposição ao petismo. Mas fica cada vez mais claro que não são nem nunca foram essa força opositora que seus milhões de eleitores imaginam e esperam. Pelo contrário, tucanos e petistas são objetivamente aliados, exercendo apenas papéis distintos no jogo de poder para assegurar a manutenção da hegemonia da esquerda.

Por Paulo Eneas
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