domingo, 10 de maio de 2015

As ofensas de um burocrata bolivariano ao Senado brasileiro


Um representante da ditadura socialista da Venezuela chamado Tarek Willian Saab esteve esta semana na Comissão de Direitos Humanos do Senado a convite do PT e do PSOL, os dois partidos que apoiam o regime assassino do ditador Nicolas Maduro. Durante sua fala, o burocrata do estado venezuelano, transformado num aparatchik composto por esquerdistas e narcotraficantes e pessoas ligadas ao terrorismo islâmico, proferiu uma série ofensas ao Senado brasileiro. Até o momento a instituição do Senado não deu uma resposta a estas ofensas, apesar de ter votado nesta mesma semana uma resolução condenando as prisões políticas no país vizinho. 

Acontece que não basta ao Senado aprovar resoluções, pois isso é muito pouco ante suas atribuições como um dos poderes da república. Ao longo dos doze anos de governo petista o Senado se omitiu e foi conivente com a desastrosa política externa brasileira, que se pauta não pela defesa dos interesses econômicos e geopolíticos do país, mas sim pelo alinhamento ideológico com governos que seguem a mesma orientação esquerdista, o que transformou o outrora respeitado Itamaraty em um mero implementador e executor de decisões e orientações do Fórum de São Paulo. Se hoje existe uma ditadura socialista na Venezuela isso se deve em parte ao governo brasileiro chefiado pelo PT, que garantiu apoio diplomático e econômico, através de instituições nacionais como o BNDES e a Petrobras, para que esta ditadura se consolidasse. E tudo isso ocorreu com a omissão conivente do Senado brasileiro.

O Senado tem agora a oportunidade de dar uma resposta a essa ofensa, não por meio de uma mera declaração formal de condenação, mas por meio de uma ação concreta: rejeitando a indicação do militante petista Luis Fachin para a vaga de ministro do STF. Pois Fachin e todo seu ferramental teórico assumidamente comunista representa a ideologia que legitima e respalda regimes ditatoriais como o da Venezuela, cujo representante teve o descaramento de ofender esse mesmo Senado durante sua fala. Por isso é inaceitável que senadores da oposição, principalmente do PSDB, cogitem de aprovar o nome de Fachin, pois estariam cometendo um suicídio politico e uma traição às dezenas de milhões de brasileiros que depositaram seus votos em favor dos tucanos no ano passado. Caso o Senado aprove a indicação de Fachin, ele estará fazendo por merecer todas as ofensas que foram desferidas pelo representante da ditadura venezuelana.

Por Paulo Eneas
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