domingo, 10 de maio de 2015

As eleições em uma civilização


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Horas depois de encerrada a votação nas eleições gerais no Reino Unido (07/05/2015), o país ainda não conhecia o resultado final. Como o voto é distrital, os resultados iam chegando aos poucos, conforme as cédulas de papel eram contabilizadas.

Outros países desenvolvidos como Alemanha, França e Bélgica também não confiam o resultado de suas eleições exclusivamente ao voto eletrônico. Mas pra que exagerar e citar apenas esses? Nem o EQUADOR achou prudente utilizar as geringonças brasileiras e adotou modelos de segunda geração que imprimem um comprovante para recontagem posterior.

Sabendo disso, podemos ter duas reações. A primeira é achar que o mundo é mesmo muito atrasado e que todos ainda chegarão nesse grau de excelência brasileiro, onde o Toffoli trancado com os resultados numa sala proclama Dilma vencedora em poucas horas e o resto da macacada que acredite no resultado.

A segunda é ver que se algo só existe no Brasil - note que nem a VENEZUELA tem a cara de pau de utilizar apenas o voto eletrônico sem comprovante em papel - e não é jabuticaba, com certeza é alguma saúva genética e politicamente modificada, logo é melhor se livrar dela.

Para se ter uma idéia, já existem urnas eletrônicas de terceira geração onde o voto é escaneado e criptografado com recursos técnicos que permitem ao próprio eleitor acompanhar e conferir a correta apuração do seu voto, independente de confiar no software. O voto pode ser acompanhado como "contado e não modificado", mas não é possível o eleitor usar o sistema para "provar em quem votou", garantindo sigilo absoluto.

Mas com certeza seria atraso demais, né? Vai que fazem chantagem com o eleitor em troca de alguma bolsa, logo no Brasil, país onde nunca aconteceu isso?

Finalizando e mudando só um pouco de assunto, a eleição do Reino Unido deu aos Conservadores de David Cameron uma vitória maiúscula. O massacre foi tão grande que num intervalo de 48 minutos os líderes de três partidos opositores renunciaram aos seus postos.

Aqui no Brasil dirão "o perigo do atraso e do conservadorismo assola também o Reino Unido", já que para nossa imprensa companheira e nossa academia presa no século XIX, progressismo é o MST, a CUT, o Lula alterado berrando num palanque e um governo que loteia estatais e quebra o país.

Com esse resultado no Reino Unido, vemos o cenário mais ou menos assim: Israel, conservador. Reino Unido, conservador. Alemanha, conservador. Canadá, conservador.

Mas ohhhhh, conservadores são um "atraso". Bom mesmo são esses colossos de desenvolvimento e democracia como Venezuela, Bolívia, Equador.

E - por que não? - o Brasil.

Por Marcus Vinicius Motta
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