segunda-feira, 6 de abril de 2015

Urgente: Escritor cria campanha por livro pela liberdade de expressão no Brasil


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Luiz Aguiar

Feche os olhos por alguns minutos e tente imaginar uma sociedade onde você não corre o risco de ser processado ou atacado por falar mal do PT, do movimento LGBT, das feministas e de outros movimentos do politicamente correto.

Imagine uma sociedade onde não veremos Jair Bolsonaro ser coagido ao dizer que "Maria do Rosário não merece ser estuprada". Nessa sociedade, não veríamos Rachel Sheherazade ser proibida de dar opiniões no SBT por pressão de deputados do PT e de suas linhas auxiliares. Não veríamos Levy Fidelix ser processado em 1 milhão de reais por ter dito que "aparelho excretor não reproduz" (quando o máximo que se poderia fazer é dizer que ele deveria ter falado "aparelho digestivo" para que sua sentença estivesse correta). Para citar um caso recente, nesta sociedade não veríamos Marcello Reis, do Revoltados Online, ser banido do Facebook apenas por ter falado algumas verdades sobre o PT. Só viveremos em uma sociedade assim, uma sociedade realmente civilizada, no dia em que aprendermos a luta diuturnamente em favor da liberdade de expressão. Não apenas lutar por ela, mas também com as armas corretas.

Nesse sentido o autor Luciano Ayan, editor-chefe do blog Crítica Política e do site pessoal Ceticismo Político, escreveu o livro "A Urgência de Sermos Charlie". No início de março, fui convidado para ser um dos revisores do livro. Honrado com o convite, fiz a revisão em duas semanas e no dia 21/3 enviei uma lista de apontamentos. Mesmo a versão não revisada era impressionante, com 292 páginas, 7 capítulos e um verdadeiro guia para os brasileiros lutarem pela liberdade de expressão. 


O autor iniciou uma campanha de financiamento coletivo que você poderá acessar e colaborar a partir daqui. Este é mais do que um livro sobre liberdade de expressão. É um livro para nos ensinar a fugir da tirania do politicamente correto. Na Europa o politicamente correto está incentivando o terrorismo contra o Ocidente, no Brasil está ajudando totalitários bolivarianos. Os truques são os mesmos e os métodos de combate são os mesmos. 

Alguns trechos do livro foram disponibilizados. Veja abaixo:
Também fiz alguns questionamentos ao Luciano, que me respondeu na tarde de sábado, 4/4:

Por que o título "A urgência de Sermos Charlie" e não outra coisa qualquer?
"Ser Charlie" foi assumido como significado que o desrespeito à liberdade de expressão já ultrapassou o limite do suportável e que é preciso fazer algo a respeito. Em termos de violência à livre expressão no Ocidente, não consigo imaginar afronta maior do que o atentado de 7/1.


Alguns religiosos cristãos parecem não ter gostado do "sou Charlie" e isso motivou certa polêmica. 
Isso é polêmico apenas para quem não leu o livro. "Sermos Charlie" é uma forma resumida que eu encontrei para simbolizar a luta urgente pela liberdade de expressão. Uma luta que nunca fizemos, especialmente na América Latina. É por isso que há várias ditaduras bolivarianas por aqui. Se o religioso quiser dizer "eu sou um lutador pela liberdade de expressão", ótimo. Claro que acho estranho alguém dizer "eu não sou Charlie" sendo de direita, pois acho muito pouco estratégico usar uma simbologia da extrema esquerda. 

Como assim simbologia da extrema esquerda?
Como mostro no primeiro capítulo do livro, quando muitas pessoas da direita começaram a dizer "Eu sou Charlie" (incluindo religiosos como Rachel Sheherazade e Reinaldo Azevedo) a extrema esquerda tremeu. Eles tremeram pois o lema esquerdista no momento era censurar a mídia e o frame "liberdade de expressão tem limites" valia feito ouro para eles. Já para os religiosos não valia quase nada. Era apenas um desabafo contra chargistas que também desrespeitaram sua religião. Ou seja, é claro que o religioso pode até se recusar a dizer "Eu Sou Charlie", substituindo o frame por qualquer um que represente a luta pela liberdade de expressão. Mas dizer "Eu não sou Charlie", que significa "liberdade de expressão tem limites" (estabelecidos por distinções de emergência) já é demais. No capítulo 2 eu falo muito sobre isso.

Eu sei que não é, pois li o livro, mas você não acha que irá gerar polêmica dizer que as raízes do atentado ao Charlie Hebdo e a violência do politicamente correto são as mesmas?
Sim, vai gerar. Mas como você disse, apenas por quem não leu o livro. O multiculturalismo, carro chefe do politicamente correto para tratar a questão do Islã na Europa, é uma das vertentes do politicamente correto tanto quanto é o movimento LGBT atual, a Marcha das Vadias e a invasão de uma sala de aula para dizer que "o opressor tem que se calar". Sempre temos uma dinâmica, onde um grupo totalitário aponta um "oprimido". A partir deste momento, o grupo que simula representar este "oprimido" usa uma série de táticas para justificar todo e qualquer barbarismo que lhes vier a cabeça. Nós assistimos isso todos os dias. Por que foi considerado tão normal que a torcedora gremista Patrícia tivesse sua vida completamente destruída apenas por ter feito uma ofensa que nem se qualifica como racismo (no máximo uma piada de mal gosto)? Por que ela pertence à classe definida como "opressora". A partir daí, psicopatas se sentem justificados a fazer qualquer atrocidade que lhes venha à cabeça. O politicamente correto é uma metodologia feita para justificar quaisquer atrocidades em seu nome. É uma máquina de silenciamento da divergência. No livro mostro vários exemplos de justificação da violência, praticada por esquerdistas, em favor dos radicais islâmicos, que não diferem dos métodos de justificação de violência usados por aqueles que defenderam a destruição da vida da torcedora gremista. Os exemplos amontoam-se. Algumas pessoas que foram atacadas pelo politicamente correto: Rachel Sheherazade, Levy Fidelix, Jair Bolsonaro, Danilo Gentili e vários, vários outros. É sempre o mesmo jogo, com as mesmas regras, apenas jogado em tabuleiros diferentes. 

E o que devemos fazer para lutar pela liberdade de expressão?
Primeiramente, temos que saber como o jogo funciona. Em seguida, denunciarmos o jogo e começarmos a nos indignar de verdade todas as vezes em que vermos a extrema esquerda jogando o jogo. Existindo esta consciência, podemos, em poucos anos, começar a experimentar um pouco de liberdade de expressão. E aí querer ampliá-la cada vez mais. Ao fazermos isso, destruiremos a principal ferramenta dos totalitários.
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