sábado, 11 de abril de 2015

Uma feminista fala de terceirização. É engraçado.


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Luciano Ayan

Depois que Lola resolveu lançar um sem número de mentiras contra este blogueiro, resolvi adicionar o site dela na lista de feeds no meu Feedly. Foi daí que vi o seguinte laudo dela para ser contra a terceirização, ao contar a história de um motorista que era terceirizado e ficava à disposição da Unilab:

Infelizmente, ele também era terceirizado no seu trabalho como motorista. Ele ficava à disposição da Unilab, uma universidade federal, para buscar e levar palestrantes, mas não era contratado pela instituição. Era contratado por uma empresa que cobrava uma nota da Unilab para disponibilizar carros e motoristas, e pagava uma mixaria pros motoristas. O lucro ficava inteirinho com a empresa que terceirizava. Um grande negócio. Só que não pra universidade, nem pros motoristas, nem pra nós, contribuintes.
Eu e o motorista começamos a fazer uns cálculos bem chutados sobre como seria muito mais negócio se a universidade comprasse uns dois carros e contratasse diretamente, sem intermediários, dois motoristas para ficar a sua disposição. Assim, seria feito um concurso público. E os motoristas que fossem contratados ganhariam muito mais do que ganham como terceirizados.”
Veja só que beleza...

Segundo ela, os motoristas deveriam ser contratados por concurso público. Logo, teriam estabilidade e não poderiam mais serem demitidos por mau desempenho. Apenas se cometessem algo muito grave. Muito bonito para uma universidade que quer tratar bem os palestrantes. Parabéns, Lola, começou muito bem. Não como dica administrativa, mas como comédia.

A ideia de Lola é que a própria empresa comprasse dois carros e tivesse dois motoristas para ficar à disposição.

Suponha que uma motorista é mulher e acabou de ter um filho, ficando seis meses fora de licença maternidade. Lá se vai um dos motoristas. Uma empresa terceirizada mandaria um outro motorista para substitui-la nesse período. E agora, Lola, explica para gente como faz? Contrata um terceiro concursado?

Outra coisa: suponha que na época de congressos exista uma demanda não para dois, mas para seis ou sete motoristas atuando ao mesmo tempo. Como é que faz, Dona Lola? Uma empresa que vende serviços se prepara para flutuações de demanda, ao contrário da universidade, que não tem expertise em gerenciar fluxos de demanda para motoristas. Como a universidade faria, figurinha?

Alias. E se na época dos congressos é preciso de motoristas em turnos diferentes? Como é que os dois motoristas dariam conta? Trabalhariam 20 horas seguidas? Isto, aliás, é contra a CLT. 

Imagine a situação: há períodos em que é preciso de muito mais que dois motoristas, e outros em que não é preciso de nenhum. Ah, Lola não pensou nisso, não é? Por que eu não estou surpreso?

O pior de tudo é que ela fala de uma universidade federal, e mais uma vez vemos a irresponsabilidade com que essa gente trata o dinheiro público.
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