quinta-feira, 16 de abril de 2015

Sindicato dos Jornalistas reclama de queda de empregos da profissão. Ué...


Imagem: Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro
Por Alexandre Borges

Vendo essa postagem (clique para aumentá-la) do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, é impossível não se solidarizar com os profissionais que agora precisam buscar recolocação num país combalido, paralisado, com inflação alta, recessão, desemprego galopante, queda de investimentos e confiança, carga tributária escorchante e pedaladas fiscais.

Impossível também é não pensar em quantos destes jornalistas que perderam seus empregos recentemente apoiaram e apoiam alegremente o governo que destruiu a economia do país. Será que a conta chegou?

Quantos deles lutaram pelo quarto mandato presidencial seguido do petismo direcionando pautas, assassinando reputações de adversários, mostrando indignação seletiva, relativizando moralmente a corrupção, criando falsas equivalências éticas ou desviando a atenção dos assuntos que não interessavam ao governo? Quantos fizeram vaquinha para pagar as contas do milionário José Dirceu?

Quantos mostraram pautas negativas ao governo de forma edulcorada, sempre dando a palavra final ao próprio governo para que a desculpa fosse mais importante que o próprio fato? Quantos sempre terminam essas matérias dizendo "segundo o governo", como se isso encerrasse o assunto?

Quantos defenderam o modelo econômico estatista, a intervenção governamental na economia, a alta carga tributária, o bolsa-empresário companheiro do BNDES, o populismo econômico que criou bolhas artificiais de crédito endividando o cidadão, inflando dados macroeconômicos e enriquecendo bancos e apaniguados?

Quantos analisam as grandes questões econômicas apenas repetindo o que interessa à máquina de propaganda da esquerda americana com suas platitudes sobre "desigualdade" em vez tentar entender o que realmente traz crescimento econômico sustentável e elevação do padrão de vida de todos?

Quantos desses ignoram ou ridicularizam a opinião de qualquer economista liberal e apenas entrevistam keynesianos, desenvolvimentistas e socialistas como se fossem as únicas vozes autorizadas no debate econômico?

Para essa parcela que está pagando a conta da própria militância nos jornais, fica a dica: aproveitem o tempo livre para refletir sobre suas escolhas e como elas afetam suas próprias vidas e das suas famílias. Os membros do governo que você defende estão ricos e tranquilos, em parte por conta do seu apoio, bebendo vinhos importados e fumando charutos cubanos enquanto você envia currículos e pede ajuda aos parentes. Pense nisso.
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