sexta-feira, 10 de abril de 2015

Sibá cada vez mais fora do eixo


Imagem: Luis Macedo / Agência Câmara
Por Pedro Henrique

Recentemente, Sibá recorreu à teoria da conspiração ao dizer que a CIA estaria por trás das manifestações de 15 de março para tentar desmoralizá-las. A estratégia é a mesma que a esquerda adotou para desmoralizar o regime militar, dizendo que teria sido planejada por uma operação orquestrada pela CIA, embora nunca tenha sido comprovado que qualquer agente da CIA estivesse envolvido.

Agora, com a ida do tesoureiro do PT, João Vaccari, à CPI da Petrobrás, Sibá Machado (PT) dá outro ataque de chilique, dizendo coisas como: "se é guerra, vamos para a guerra", "vou para cima dos tucanos", "o circo está armado". É claro que isto é apenas blefe! É a velha orientação de Sun Tzu seguida à risca, "Se está fraco, finge de forte, se está forte, finge de fraco". No momento, o partido que está fazendo embate de fato contra o PT é o PMDB, enquanto o PSDB, oposição apenas em períodos de eleição, está quase ausente do cenário político. No entanto, Sibá escolhe o PSDB para atacar e não dá um pio sobre o PMDB, partido que o PT tenta recolocar sob o cabresto.

Ele segue dizendo "eles querem criminalizar o PT", recorrendo a uma desgastada tática de alarmismo. Se existe alguém que quer criminalizar o PT são justamente os petistas, quando decidiram produzir os dois maiores crimes políticos da história do Brasil. Foram eles que criaram o mensalão, crime que tentou acabar com a separação dos três poderes. Foram os petistas que quiseram acabar com este pilar da democracia e repetiram a tentativa com o petrolão em uma dose 100 vezes mais forte. Se existe alguém de fato interessado em associar o PT ao crime, são os próprios petistas! Porém, eles querem se tornar imunes à lei e a ordem. Para os petistas, o crime deveria deixar de ser crime quando é cometido por um dos seus.

Sibá ainda disse o seguinte sobre o afastamento de Vaccari: "Não topo. Quem diz isso está fora do eixo. O petista que diz isso está fora do eixo. Isso é um absurdo e será uma pré-condenação. Ele só sai se provarem alguma coisa." Curiosamente, ele diz isto cerca de um mês depois do Psol, a linha auxiliar do PT, ter pedido o afastamento de Cunha (PMDB) apenas por seu nome estar na lista de investigação fabricada pelo procurador geral da república do PT, Rodrigo Janot. Cunha tem sido considerado como uma oposição ao PT dentro do PMDB e tem sofrido diversas tentativas de retaliação por isto. Parece que os petistas e afinados com o petismo seguem o lema "para os meus amigos tudo, para os inimigos a dureza da lei".

Porém, o caso de Cunha é muito diferente do que o do tesoureiro Vaccari. Cunha deu uma demonstração tão bem fundamentada que seu nome não foi escolhido para estar na lista por haver indícios razoáveis, mas por se tratar de um ataque puramente político. Tanto que os próprios petistas na CPI da Petrobrás tiveram que aplaudi-lo. Vaccari, por outro lado, sofreu uma denúncia direta dos delatores e seria no mínimo imprudente ou até mesmo conivente, deixá-lo no cargo de tesoureiro. É também falsa a alegação de que ele estaria sofrendo uma pré-condenação. Se ele for inocentado, pode voltar as suas funções sem problemas. No caso de Cunha, se ele fosse afastado da presidência da Câmara, ele voltaria a presidência depois de terem sido encaminhados e aprovados diversos projetos. Seria como se Cunha tivesse sofrido uma cassação parcial e temporária de seus direitos políticos, não por ter sido delatado, como foi o Vaccari, mas por estar em uma lista de investigados de fabricada por Janot para incluir seu nome.

Não Sibá, não é com chilique que se muda a realidade política de seu partido. Se muda com trabalho, amor à verdade e inteligência.
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