segunda-feira, 6 de abril de 2015

Obama se finge de besta com o Irã e a história se repete


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Alexandre Borges

A Coréia do Norte iniciou seu programa nuclear no final dos anos 50 com ajuda soviética, construindo sua primeira instalação de pesquisa em 1965. Durante os anos 70 e 80, os nortecoreanos riram dos ocidentais mentindo sobre se estavam ou não fazendo pesquisas e levantando usinas para ter sua bomba nuclear.

As tensões chegaram ao limite em 1994, durante o governo Bill Clinton. Em junho, Jimmy Carter é enviado à Coréia do Norte para negociar com Kim Il-sung (foto), o genocida que iniciou o regime mais brutal do mundo hoje, pai de Kim Jong-il e avô de Kim Jong-un. Kim Il-sung morreria poucos dias depois.

O "acordo histórico" foi comemorado pela imprensa, como tudo que um presidente democrata faz e exatamente como está fazendo agora com o acordo do governo Barack Obama com os aiatolás iranianos.

A história era a mesma: os EUA dariam dinheiro, muito dinheiro, para a Coréia do Norte e, em troca, os novos parceiros juravam de pé junto que nunca fariam uma bomba nuclear. Mesmo as pedras de Washington sabiam que Pyongyang nunca levou sua parte do acordo a sério, mas ficou muito feliz em receber caminhões de dinheiro americano em troca de nada.

O final da história você já sabe: a Coréia do Norte embolsou o dinheiro, fez sua bomba nuclear e continua escravizando seu povo e desestabilizando a região, agora com um arsenal nuclear para assombrar os vizinhos.

Qual a chance de um único analista brasileiro ser honesto sobre as reais chances de sucesso desse acordo dos EUA com o Irã? Alguém vai ao menos aceitar a hipótese de que o acordo pode ser, como foi o acordo com a Coréia do Norte em 1994, um fracasso retumbante que não conseguiu parar o programa nuclear da ditadura e ainda encheu o bolso dos genocidas de dinheiro?

A Coréia do Norte é uma potência nuclear hoje e um grande risco para o mundo em função de administrações americanas puramente ideológicas e incompetentes, para não dizer traidoras do próprio país, que insistem em criar "acordos históricos" com fotos de apertos de mão para a imprensa enquanto dão dinheiro, tempo e poder para os piores ditadores do planeta.

Consertar o erro com a Coréia do Norte hoje é bem mais difícil do que era no início dos anos 90, estágio em que a teocracia iraniana se encontra atualmente. Ano que vem teremos eleições nos EUA, uma das últimas chances de parar o Irã antes que seja tarde demais.
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