domingo, 19 de abril de 2015

O sempre lento Rodrigo Janot


Rodrigo Janot. Foto: André Dusek/Estadão Conteúdo.
Imagem: André Dusek

Por Aitofel de Souza


O procurador Geral da república, Rodrigo Janot, não vem cumprindo com suas obrigações,  praticando um verdadeiro acinte para com os brasileiros que querem lutar contra a  corrupção e pedem punição para os corruptos. 

Os brasileiros hoje estão indignados, e com toda a razão, ao verem malandros terem suas contas bancárias aumentadas "graças" ao dinheiro honestos dos trabalhadores pagadores de impostos. 

No prazo de 13 meses, o procurador já arquivou 82 inquéritos sobre denúncias que envolvem parlamentares, ministros e ex-ministros de estado. Essa situação de inercia por parte de Janot vem demonstrando o descaso com o combate a corrupção tão clamada pelos brasileiros que saíram ás ruas. 

Veja a que ponto chega a morbidez do procurador Geral da república: delegados da PF vem repetindo que "os inquéritos de André Vargas e Luiz Argôlo ficaram dez meses parados com Rodrigo Janot; há cerca de um mês retornaram à PF, que prendeu a dupla." É muito tempo perdido, não acham?

Se muitos consideram nossa justiça lenta, saiba que com Janot ela está lenta e meia. Agora na operação Lava Jato ele fez por onde atrasar ainda mais as investigações, conforme entrevista de um delegado da Lava Jato para o Estadão:
"Janot tem de explicar suspensão de depoimentos, diz delegado da Lava Jato" Eduardo Mauat, que integra a força-tarefa da operação sobre corrupção na Petrobrás, diz que interrupção ‘atrasa’ investigação O delegado Eduardo Mauat da Silva, um dos responsáveis pela Operação Lava Jato no Paraná, disse nesta sexta-feira, 17, em entrevista ao Estado, que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve explicações à sociedade por pedir a suspensão, no âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), de depoimentos de políticos e outros suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobrás. Para o delegado, que é representante de sua categoria no Paraná, a interrupção das oitivas tolhe o trabalho que vem sendo feito pela PF. “No momento em que essas diligências são suspensas por uma interferência externa, entendemos que ela está sendo tolhida. Agora, se ela está sendo tolhida por uma questão jurídica ou por alguma outra questão, cabe ao doutor Janot explicar. É uma investigação bastante rumorosa e há interesse da sociedade”, afirma Mauat. 
ESTADÃO: Como os senhores estão vendo o pedido de suspensão das diligências?
EDUARDO MAUAT: Não levantamos nenhuma suspeita em relação ao Ministério Público (MP) enquanto instituição. Mas é necessário que se tenha em mente que são servidores públicos também, e a instituição deve satisfações à sociedade. Nós queremos que eles expliquem o porquê dessa atitude, porque, se era para eles assumirem a investigação… eles poderiam escolher quem é que eles iriam ouvir ou deixar de ouvir diretamente, e fazer um procedimento correndo o risco de ser anulado posteriormente. Mas que fizessem, então, por conta própria. Não que a Polícia Federal fosse colocada numa situação, e depois, manipulada a investigação. 
ESTADÃO: Há uma manipulação? 
MAUAT: Não uma manipulação maldosa, digo manipulação da conotação que eles entendem (que deve ser dada) à investigação. A PF estava tratando a investigação como mais um inquérito de tantos outros, com oitiva de pessoas, testemunhas etc. No momento em que é suspensa essa apuração e o MP entende que tem de haver uma redefinição de estratégias, ele deveria esclarecer do que se trata isso. Não entendemos ainda do que se trata. 
ESTADÃO: O procurador-geral não explicou à PF? 
MAUAT: Não explicou. 
ESTADÃO: O senhor entende que o Janot está tolhendo a investigação? 
MAUAT: A investigação foi desenhada pelos colegas que estão presidindo (o inquérito) e que projetaram as diligências que seriam realizadas para a instrução do inquérito. No momento em que essas diligências são suspensas por uma interferência externa, entendemos que ela está sendo tolhida. Agora, se ela está sendo tolhida por uma questão jurídica ou por alguma outra questão, cabe ao doutor Janot explicar. É uma investigação bastante rumorosa e há interesse da sociedade em saber o que está acontecendo. 
ESTADÃO: A suspensão prejudica a investigação? 
MAUAT: Por enquanto, é um atraso. Agora, vamos ver que direcionamento vai ser dado à investigação daqui para a frente. 
ESTADÃO: Está faltando dinheiro para diárias de policiais na Lava Jato? 
MAUAT: Há um contingenciamento geral do governo. Não houve prejuízo concreto à Operação Lava Jato, mas as diárias estão atrasadas há uns dois meses. Nós não gostaríamos que isso acontecesse. 
ESTADÃO: O senhor vê isso como retaliação, já que tem gente do governo sendo investigada? 
MAUAT: Num primeiro momento, não, mas ela pode vir a ocorrer, mesmo que de maneira indireta. Pode haver um prejuízo à operação. Aí, se houve um dolo por parte do governo ou não, é relevante." 
Resta saber se Rodrigo Janot quer sua reputação conhecida: como alguém apto e diligente, ou como inepto, negligente e sem zelo no que faz, ou pior ainda, como engavetador do PT. Janot, tanto a reputação como a escolha são suas. 
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