quarta-feira, 29 de abril de 2015

O Brasil que precisa fugir da venezuelização


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Marcus Vinicius Motta

Uma palavra recorrente na Venezuela expressa um medo de grande parte da população: cubanização.

Lá quem não é ignorante de pai e mãe, recebedor de alguma boquinha do governo, pilantra irrecuperável ou um lunático completo, tem pavor de acordar um dia e perceber que passou 50 anos sequestrado do mundo por uma tirania como a que existe em Cuba e por isso faz oposição à ditadura chavista.

Na Venezuela não tem como falar em venezuelização. Primeiro porque seria uma impossibilidade ontológica, depois porque ainda que a Venezuela não fosse a Venezuela, aquele país já estaria fatalmente venezuelizado, ainda que com outro nome.

Filas, escassez, inflação, censura, milícias armadas atirando nos cidadãos, opositores encarcerados, povo brutalizado, essa já é a realidade inexorável daquele pobre país.

Quer um exemplo do absurdo vivido atualmente na Venezuela? Uma eleição parlamentar este ano onde o governo certamente seria surrado foi adiada indefinidamente enquanto a justiça eleitoral aparelhada diminui e aumenta bancadas estaduais para que o governo mantenha sua maioria na assembléia nacional mesmo com menos votos.

Conclusão: eles se confortam fingindo que fogem da cubanização, mas já estão nela.

Já o Brasil pode falar tanto em cubanização quanto em venezuelização, ainda que a última é que seja de fato uma realidade cada vez mais palpável.

A inflação é a venezuelização. O magistério militante nas escolas é a venezuelização. O "exército do Stedile" fazendo o que bem entende sem enfrentar a justiça é a venezuelização. A pilhagem na Petrobras e demais estatais é a venezuelização.

Assim como 25 mil vagabundos em cargos comissionados, blogs sujos sustentados como dinheiro dos outros, militantes pagos em manifestações fajutas, tudo isso é a venezuelização acelerada e real.

Quer maior venezuelização do que Toffoli, Lewandowski, Zavaski, Barroso, praticamente militantes do PT no STF prestes a receber o reforço do tal Fachin, defendor da poligamia, da amante com os mesmos direitos da esposa e advogado do MST?

As mentiras, calúnias, boatos, uso desavergonhado da máquina pública e estelionato eleitoral praticados na última eleição são a expressão mais pura da venezuelização.

Esse ambiente político envenenado, medíocre, delinquente que cerca o PT é a venezuelização. Tanto que já deve ter país por aí preocupado com a sua própria brasileirização. E se ainda não tem, não demora.

Não se iluda: você já está na Venezuela. Sua luta agora é para sair de lá.
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