terça-feira, 14 de abril de 2015

Mídia não aceita que a Joven Pan deixe de nos entupir com esquerdismo


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Alexandre Borges

O mimimi do dia é a demissão do comentarista esportivo Claudio Carsughi ontem da rádio Jovem Pan depois de 50 anos de casa. Adivinhem quem levou a culpa? “A rádio está passando por uma mudança de perfil. Ela assumiu uma postura de direita, que nunca tinha tido", disse Carsughi.

Não vou entrar no mérito do caso específico dessa demissão, é uma relação entre entes privados e um empregador pode mandar quem quiser embora, assim como o empregado também pode pedir demissão livremente e ninguém tem nada com isso. O problema é quando a canalhada corre para politizar a demissão, já pintada para a guerra por conta da Jovem Pan ousar, vejam vocês, contratar gente "de direita" como Reinaldo Azevedo, Rachel Sheherazade e agora Danilo Gentili.

A panelinha ideológica não aceita que uma única rádio, num mar de TVs, canais fechados, rádios, jornais, revistas e portais repetidores do infinito chorume esquerdista, decida oferecer um conteúdo alternativo e arcar com os custos dessa decisão em termos de investimentos, impacto no mercado anunciante e audiência.

Se a decisão da Jovem Pan de oferecer ao público um conteúdo não esquerdista e não governista vai dar certo ou não, meus caros, caberá ao público decidir. Ao que parece, a rádio está rindo à toa com os resultados da opção por não fazer jornalismo para jornalistas mas fazer jornalismo para o público. Mesmo assim, dando certo ou errado, o ônus e o bônus são da rádio e de seus controladores, como qualquer empresa privada dona do seu nariz.

O que importa é você ficar atento para dois movimentos: o primeiro é a patrulha ideológica que a panelinha bandoleira das redações e "comentaristas" vão fazer para constranger esse momento da Jovem Pan. Os vagabundos de sempre já estão perdendo o sono com a possibilidade da rádio dar certo e abrir mais uma pequena fissura na muralha ideológica do que o Brasil chama de jornalismo. O segundo é você ver que, mesmo com excelentes resultados de audiência, a ousadia de dar voz para a direita na imprensa sempre será considerada um ato de guerra.

Já repeti um milhão de vezes que há um enorme nicho para veículos de comunicação de orientação liberal, ou seja, em linha com a própria Constituição do país que prevê um ordenamento jurídico com liberdades individuais, direito de propriedade privada e economia de livre mercado.

O pré-requisito para esse tipo de iniciativa, além da competência técnica, é a capacidade de resistir ao assédio moral dos concorrentes, analistas, acadêmicos, políticos, covardes e oportunistas de todos os lados. Se você agradar esse tipo de pessoal, pode acreditar, é porque está fazendo alguma coisa errada.
Comentários
0 Comentários
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

UOL Cliques