segunda-feira, 27 de abril de 2015

Líder oposicionista britânico quer criminalizar "islamofobia"


Imagem: Suzanne Plunkett / Reuters
Por Alexandre Borges

Ed Miliband, 45 anos, líder da oposição britânica pelo Partido Trabalhista, declarou a um jornal muçulmano que seu eventual futuro governo vai criminalizar a "islamofobia". Ele disse que terá "tolerância zero" com o que ele e a esquerda considerarem "islamofóbico".


O Oriente Médio entregue ao caos, o ISIS tomando conta de tudo que encontra pela frente e a caminho do Vaticano, e a esquerda britânica preocupada em não incomodar os islâmicos que moram na ilha. Quem está surpreso?

Mais curioso ainda é que alguns islâmicos britânicos fazem campanha aberta contra Miliband pelo único motivo de ele ser judeu. Alguns se recusam a chamar Miliband pelo nome, ele é apenas "al yahud" ou "o judeu".

Como a "islamofobia" é a preocupação número um da comunidade islâmica no Reino Unido, segundo as pesquisas, o apelo populista de Miliband pode ter um impacto positivo para suas aspirações. Os muçulmanos britânicos poderão eleger mais de 30 cadeiras no parlamento, um número altíssimo.

Mesmo sendo os muçulmanos apenas 4% da população no Reino Unido (5% se considerarmos apenas a Inglaterra), o nome "Muhammad" (e suas variações) é o mais comum entre os bebês que nascem na ilha. A esquerda britânica olha para esse eleitorado como a esquerda americana mira nos imigrantes do terceiro mundo, especialmente mexicanos. Nos EUA, a tática está funcionando muito bem.

As eleições britânicas acontecerão no próximo 7 de maio e uma virada ideológica no Reino Unido pode ter consequências desastrosas num momento em que o mundo já tem encrenca suficiente com Barack Obama na Casa Branca. Tudo que não precisamos é de um novo Obama morando no número 10 da Downing Street.

David Cameron e Ed Miliband se enfrentaram num debate na TV transmitido na última quinta e, pelas pesquisas, não houve vencedor. As pesquisas também indicam empate entre os dois, fazendo desta a mais disputada eleição desde 1970.

Mesmo com todas as críticas ao "tucano" David Cameron, mil vezes ele que um trabalhista como primeiro ministro e é preciso muita atenção e torcida nos próximos dias.

Que Deus salve a terra da rainha.
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