segunda-feira, 6 de abril de 2015

Humans of Federais


Imagem: Bruna Monteiro / Ascom 
Por Marcus Vinicius Motta

Universidades federais são jardins de infância onde várias pessoas acometidas pelo esquerdismo passam o tempo fazendo birra por causa de alguma coisa, qualquer coisa.

Veja o caso de uma federal do Rio de Janeiro que não tinha bandejão. Pesquisando na internet mesmo, consegui achar uma menção à luta pelo bandejão datada de 2005. De lá para cá campanhas de eleição do DCE, atos, protestos, ocupações, intervenções, manifestos, o escambau foi feito com o único intuito da universidade construir e abrir um bandejão.

Os alunos ali eram humilhados, maltratados, torturados, vilipendiados pela falta de um bandejão. Correto, ninguém estuda de barriga vazia e uma federal custa demais para o pagador de impostos para ser usada somente como clube de chá de mestres e doutores e agência de viagens 0800 para eternos conferencistas e auto-recicladores em nada. É mais ou menos aceitável então (tinha é que privatizar) manter um restaurante com comida honesta e preços justos.

E depois de anos a tal universidade construiu e inaugurou o bandejão. Pronto, resolvido o problema, né? Agora os alunos poderiam dirigir todo o seu furor contestatório para outros assuntos, como professores em sala dando conteúdo decente, por exemplo. Nada!

Logo após a inauguração o tão sonhado bandejão já era praticamente um lixo (na opinião dos alunos, claro). Só tem refresco? Não pode repetir? Esse cardápio não é variado. E a opção vegana? O quê? Tem que pagar? Tinha que ser é de graça. E o camarão?

Universidade pública é um treco que ficou tão zuado e carcomido pelo esquerdismo que só fechando tudo e começando do zero pra dar jeito.

Enquanto isso alguém podia criar uma página "Humans of Federais", porque material humano não falta.

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