segunda-feira, 6 de abril de 2015

História real desmascara truque dos defensores da impunidade de menores


Imagem: Reprodução Redes sociais
Por Luciano Ayan

Eram 20 horas da noite de abril de 2012 quando em uma empresa localizada em uma área remota da zona leste de São Paulo duas jovens foram sequestradas logo na saída do trabalho. Levadas por dois marginais que as obrigaram a sentar no banco de trás, e seguidas por outro carro com outros dois criminosos, ficaram cerca de 1h30 nas mãos dos bandidos. 

Por sorte, não sofreram nenhuma violência, mas tiveram quase todas suas economias sacadas nos bancos pelo uso de cartões de débito, além de terem cedido a senha para os bandidos efetuarem compras no Extra. A sorte novamente estava presente, pois a empresa ressarciu as duas funcionárias dias depois. Mas o trauma demorou a passar. 

O trauma, alias, foi transmitido para quase toda uma empresa, pois na mesma semana outros dois sequestros já haviam acontecido. Em um deles, um senhor foi violentamente agredido. As descrições mostravam que os marginais eram os mesmos. 

Em dois ou três dias, surgiu uma notícia de alívio: os criminosos foram presos. Mas no momento do reconhecimento, a descoberta desesperadora: eles eram menores de idade. Foi quando o delegado deu uma explicação de alívio:
Eles são menores de idade, mas cometeram cerca de 30 sequestros. É um número muito grande. Se fossem apenas uns 4 ou 5 sequestros, vocês poderiam arrumar outro emprego, pois eles estariam na rua no dia seguinte. Como são 30 sequestros, eles devem ficar na Fundação CASA por uns 2 a 3 anos. 
Ufa! De fato isso foi um alívio. 

A maioria dos profissionais já estava procurando outro emprego. Ao saber que os criminosos eram menores, o estímulo aumentou ainda mais. Não fosse a informação tranquilizante de um delegado mencionando a quantidade absurda de crimes dos menores muitos desses funcionários teriam abandonado um emprego do qual gostavam. 

Observe a criticidade do que estamos tratando: a impunidade de menores hoje faz com que pessoas honestas tenham até medo de trabalhar nas regiões escolhidas por esses bandidos para crimes. É o cúmulo da impotência. Uma verdadeira afronta ao pagador de impostos. 

Será que um defensor da impunidade dos menores teria coragem de dizer a piada "redução da maioridade penal não resolve o problema" na frente dessas pessoas desesperadas?

Essa é uma história real. Tanto quanto é o cinismo da extrema esquerda. 
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