sábado, 11 de abril de 2015

Entrevista com estudante hostilizado ao protestar em evento pró-Maduro na UERJ


Imagem: Reprodução Redes Sociais

Por Luiz Aguiar

Entrevistei pessoalmente o estudante Jade Reis Monteiro, que foi um dos que protestou contra o evento em defesa da ditadura venezuelana na UERJ. 


O que motivou vocês a protestarem contra o evento? 

Fomos na UERJ com o Allan, o Henrique, a Lorraine e o pessoal do MBL (Movimento Brasil Livre), o Maycon e o Hermes da UCC (União Contra Corrupção), o Sérvulo e o pessoal da UERJ Liberal e fizemos um protesto junto com o rapaz da famosa "Kombi reaça", o Idacildo. Começamos a panfletar às 17:30. Eu e mais alguns deles levamos papel higiênico para entregar no auditório 91 no 9º andar. Imediatamente mais de 100 pessoas vieram atrás da gente gritando "fascista", nos expulsando da sala e agredindo o Maycon.

Como é o ambiente acadêmico na UERJ? 

O ambiente acadêmico da UERJ, ao menos no 9º andar, é bastante hostil aos que discordam da esquerda. Quase todo o viés ideológico das aulas de humanas na UERJ é de cunho marxista e num sentido mais abrangente, se baseia em luta de classes. O ambiente não é apartidário de forma alguma, não dá espaço para idéias contrárias, e é todo baseado em um projeto político e ideológico.

Imagem: Reprodução Redes Sociais
Vocês esperavam tal reação dos defensores de Maduro?

Eu esperava que fossemos hostilizados verbalmente, porém não com um confronto físico, como acabou acontecendo. Achei que talvez fosse acontecer um bate boca no máximo, porém o Maycon acabou sendo agredido por uma turba ensandecida. Já tínha visto como eles reagem em outros lugares, mas jamais dessa forma num ambiente acadêmico (apenas em manifestações de rua). 

Como você se sente nesse ambiente hostil? Você vê algum tipo de mudança futura?

Bom, é aquela história: Se você está levando uma surra, você só vai continuar apanhando se não se levanta pra “bater” também (num sentido argumentativo). Até então todos nós estávamos apanhando, porém recentemente a mobilização do MBL e outros grupos surgiu nessa indignação contra as ingerências do governo do PT, sem contar a apuração secreta de votos feita nas eleições. O que estamos fazendo é ir para a rua para protestar e mostrar que há uma alternativa contra a situação atual. A mudança já vem acontecendo, pois as pessoas não falavam sobre tais assuntos. Há um ano eu não via ninguém falando sobre política , hoje todo mundo tem algo a dizer. Vamos continuar protestando até que o PT e o Foro de São Paulo saiam do poder.

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