quinta-feira, 2 de abril de 2015

Adeptos da impunidade de menores mascaram opinião de ministro do STF sobre o assunto


Imagem: Nelson Jr. / SCO / STF / VEJA
Por Aitofel de Souza

O ministro do STF, Marco Aurélio Mello, cuja autoridade principal é a constituição e a interpretação desta, afirmou que não considera a proposta de redução da maioridade inconstitucional. Essa afirmação provavelmente contrariou alguns jornalistas simpáticos a alguns partidos que querem manter a impunidade dos menores. O truque de dizer que a proposta é inconstitucional é um dos principais argumentos de petistas e sua tropa. 


Como a alegação jurídica do ministro não os agradou, os jornalistas militantes preferiram dar ênfase à outra opinião de Mello, que foi dizer que "cadeia não conserta ninguém". Este enfoque foi uma cortina de fumaça para encobrir a opinião principal do jurista, que é o mais importante para quem quer acabar com a impunidade. 

É interessante notar a busca dos jornalistas mais por uma opinião política do que sobre a possibilidade da mudança da constituição ser possível ou não, já que ela vem sendo uma das bases para a discussão. 

A outra tendencia perceptível foi a busca apenas de opiniões batidas e bizarras por parte de autoridades do meio jurídico contrários a redução. Porém, não vimos busca de opiniões neste mesmo meio de autoridades jurídicas que divergem dos seus colegas que querem o fim da impunidade. 

Isso não é jornalismo. É partidarismo. É claro que o ministro acerta na afirmação de que cadeia não conserta ninguém, mas na verdade prisões foram criadas principalmente para proteger a sociedade. 

Pode até ser que alguns jornalistas tenham sido desonestos por intimidação da extrema esquerda. Mas não podemos deixar de apontar esse tipo de maracutaia, pois um assunto importantíssimo tem sido discutido de forma totalmente desprovida de conexão com a realidade, levando a propostas e discursos que não se aplicam com casos concretos. 

A sociedade mudou. A realidade de agora é diferente da do passado, e a legislação tem que se adequar ao momento presente.
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