terça-feira, 3 de março de 2015

Sérgio Moro dá o caminho das pedras: "para encontrar o chefe, siga o dinheiro"


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Luciano Ayan

Na aula inaugural da Escola da Magistratura Federal, no Paraná, o juiz Sérgio Moro discorreu sobre a importância de se criminalizar a lavagem de dinheiro. 

Embora sem ter mencionado a Lava Jato, ele falou da importância de se criar uma barreira na tentativa de isolar o dinheiro sujo, exatamente pelo poder econômico resultante de um crime. Quer dizer, falamos de corrupção que pode ser usada para se ampliar o poder, às vezes tirânico, sobre as pessoas. 

Ele afirmou: 
O poder do dinheiro de origem criminosa, do dinheiro sujo, em uma economia não pode ser subdimensionado [...] ma empresa que na prática de sua atividade se valha de recursos obtidos por meios criminosos vai ter, dentro do mercado econômico cada vez mais competitivo, vantagens que as empresas que atuam de maneira limpa não vão ter. 
Na política, vale a mesma coisa:
Dentro de um regime democrático, um agente político tem que ganhar apoio para suas ideias e, como numa democracia de massas se faz necessário grandes dispêndios para transmitir essas ideias, também um político desonesto tem vantagens que um político honesto normalmente não tem, porque pode se valer de dinheiro de origem criminosa.
Por isso é importante, para Moro, que o chefe do esquema permaneça "sentado sobre o dinheiro sujo". Isto quer dizer que é função da Justiça diminuir as chances de quem utiliza dinheiro de origem criminosa ter sucesso. 

E para pegar os chefes desses esquemas,ele dá a dica:
Não é o chefe quem suja as mãos. Ele é último beneficiário da atividade criminosa. O dinheiro certamente vai chegar a quem tem controle sobre o grupo criminoso [...] Siga o dinheiro e você descobre quem é o chefe.
Não foi nem preciso citar a Lava Jato para que Lula e Dilma passem a ter motivos para ficar de cabelo em pé. 
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