segunda-feira, 23 de março de 2015

Resposta aos esclarecimentos de uma ativista LGBT


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Alexandre Borges

Acabei de ver esse post (localizado ao final) e como ele traz "esclarecimentos importantes" vamos acrescentar alguns também para a sanidade e a elevação do nível do debate. Não conheço a autora do texto, mas como o post é público não vejo problema em mostrar aqui na íntegra.

Vou seguir os pontos listados no texto original:

1. Sexo consensual entre adultos, feito em ambientes privados, não diz respeito a terceiros. O que o texto chama de "casamento" não fica claro. Se ele se refere apenas a uma relação amorosa estável, também não diz respeito a terceiros. Se a relação deve ser reconhecida pelo estado, perdoe, diz respeito sim, como qualquer outro aspecto da sua vida regulado pelo estado. Se você defende políticas públicas, como o reconhecimento de um tipo específico de relação como "casamento", com efeitos legais, deve estar preparado para defender democraticamente seu ponto de vista e deixar que a sociedade ouça todas as opiniões e decida.

2. Não imagino que esse ponto seja polêmico. Qualquer relação afetiva consensual entre adultos deve ser facultativa.

3. A política de adoção, seja qual for, é pública e regulada pelo estado, portanto passível de debates para a constante avaliação e evolução dos procedimentos. Qualquer adoção me diz respeito, como diz ao autor do texto ou qualquer outro membro da sociedade que se interessa pelo futuro das novas gerações.

4 e 5. O óbvio. TV aberta sempre foi e sempre será objeto de análise, tanto no Brasil quanto em qualquer país do mundo.

6. Se você é cristão, você faz parte de um pequeno grupo que reúne 90% da população brasileira e defende as tradições que construíram a sociedade ocidental, a mais livre, democrática e próspera da história da humanidade, a mesma que reconhece e protege os direitos individuais de heteros e gays. Hoje, em 2015, em muitas partes do mundo ser gay é crime passível todo tipo de violência, enquanto no Ocidente você poderá fazer Parada do Orgulho Gay num domingo em plena luz do dia, na Praia de Copacabana ou na Avenida Paulista. Se você é cristão, parabéns por construir a sociedade mais tolerante e solidária com gays em todo planeta.

O final é realmente curioso. A autora, em nome da liberdade, acha que pode dizer onde as mulheres são permitidas ou não de entrar. Se ela quiser cozinhar, por exemplo, está proibida ou será vista como traidora do movimento. Ana Maria Braga, que ficou milionária cozinhando na TV, terá que arrumar outra coisa para fazer da vida.

A escravidão é um mal da humanidade como um todo, mas foi exatamente no ocidente que ela foi entendida como uma aberração e abolida. Foram os ocidentais que impuseram o fim da escravidão para outras sociedades e muitas delas até hoje ainda resistem.

Quanto a colocar gays no armário, sugiro que o texto seja traduzido para alguma língua que o pessoal do Estado Islâmico entenda. Aqui no Ocidente os gays são muito bem vindos, muito mais do que em qualquer outra parte do mundo.

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