sexta-feira, 6 de março de 2015

Precisamos falar sobre o Kevin, quer dizer, sobre o PSOL


Imagem: Félix Zucco / Agência RBS
Por Marcus Vinicius Motta

Este filhote lunático do PT é tão relevante para o país quanto a presença da Luciana Genro nos debates presidenciais. Saído da cloaca petista não porque o PT era PT demais, mas porque o PT era PT de menos, o partido que atende pelo excêntrico nome de "socialismo e liberdade" - quando o correto seria socialismo OU liberdade - nunca conseguiu cortar os laços com a nave mãe.

E ainda que sua candidata com aquele comportamento de quem estava num debate de DCE tenha dito que "linha auxiliar é uma ova", nada pode ser mais linha auxiliar do PT do que o PSOL. Minto, mas já me corrijo, o PC do B é pior, mas este pelo menos assume claramente a vassalagem.

Em quase toda votação no Congresso que coloque os interesses do Brasil contra os interesses da esquerda malandra, o que vemos é a formação do blocão vermelho-marrom. Controle da mídia, reforma política bolivariana, tungas ou espertezas diversas, o resultado será praticamente o mesmo: todos os partidos de um lado e PT, PC do B e PSOL do outro.

Seja na comissão de direitos humanos, onde o deputado BBB (que fez campanha para Dilma) atua em conjunto com a companheirada, até na CPI da Petrobras, onde deputados do PSOL protagonizaram uma crise histérica, quando aos berros resolveram impedir que o presidente da comissão criasse sub-relatorias que contrariam os interesses do PT.

Todos agindo em bloco, um fingindo ser o adulto na sala e o outro dando faniquitos de adolescente com problemas de adaptação.

Tudo piolho da mesma barba. O PSOL é a carpideira do PT.

Sempre que podem os "socialistas" mostram que não são apenas linha auxiliar do PT, mas linha auxiliar histérica. Linha auxiliar que dá beijo na boca. Por isso o partido podia acabar de vez com esse teatrinho e retornar ao PT, virando uma das 130 correntes do partido, parando com essa coisa ridícula de "apoio crítico" em todo segundo turno que a companheirada participa.

Mesmo porque a própria existência da agremiação é algo que demonstra o ridículo do sistema partidário brasileiro. Como ainda pode ter gente com esse discurso num país que deseja um dia sair do buraco?

Não me entenda mal, não sou a favor de censura e nem de cercear os direitos de quem quer que seja. Se existirem imbecis para tal, apoio até a existência de um "Partido Fascismo e Liberdade", o que não seria muito diferente na prática, mas darem ouvidos a uma Luciana Genro, um Marcelo Freixo ou o deputado BBB apenas mostram como nossa democracia é imatura, calça curta.

O problema do PSOL é não se contentar em ser o que é: uma excentricidade, uma peça de museu da política, e querer realmente impor algo. Sempre aos berros, claro, porque falta número (de votos, de simpatizantes, de parlamentares).

Político do PSOL deveria ser exposto com uma cordinha de veludo em volta separando do público visitante, tipo peça de museu mesmo.

Ou uma dessas casas do terror de parque de diversões.
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