domingo, 8 de março de 2015

PMDB começa a cobrar o preço político do PSoL pela tática do bate-boca


Imagem: William Santana / Câmara dos Deputados
Por Pedro Henrique


O PSoL adotou a tática do bate-boca para dificultar as investigações da Lava jato. Assim como na Câmara, Ivan Valente bateu boca na CPI que investigará o Petrolão, ele também bateu boca com Eduardo Cunha na Câmara para atrapalhar o andamento da Câmara. A forma constante e sistemática como o PSoL tem adotado este comportamento em diferentes situações, sempre atrapalhando as investigações do Petrolão, indica que de fato se trata de uma tática.

Já expliquei em outro texto os motivos que o PSoL tem para adotar estes jogos. Neste mesmo texto, comentei também a importância de cobrar o preço político de quem adota esta atitude anti-democrática. Agora parece que políticos do PMDB estão começando a fazer a cobrança. O PMDB acionou na justiça Ivan Valente e Edmilson Rodrigues, ambos do PSoL, por quebra de decoro parlamentar. Hugo Motta(PMDB), presidente da CPI, foi chamado de moleque e coronel, por Edmilson Rodrigues. O político demonstrou que psolistas são capazes até mesmo de incitar o preconceito contra políticos nordestinos e jovens para obter ganhos políticos.

Ivan Valente, ao saber da ação na justiça, trouxe uma retórica ridícula para se defender. Disse que os pmdbistas queriam intimidar e estão com medo do PSoL. Ora, mas quem começou o bate boca foram políticos do PSoL e eles começaram por que o presidente da CPI, Hugo Motta, declarou que iria criar quatro sub-relatorias para a CPI. As sub-relatorias enfraquecem o poder do PT de ditar o foco da apuração, pois os petistas são responsáveis pela relatoria. É o PSol, a linha auxiliar do PT, que está com medo e quer transformar o processo em uma grande pizza, pois sabe que uma investigação bem feita, poderia trazer à tona políticos importantes do PT, como Dilma e Lula. Se o processo virar uma grande pizza, é possível que o PMDB saia desmoralizado, por estar liderando a CPI, por ter Eduardo Cunha como presidente da Câmara, e por ter políticos importantes do seu partido na lista entregue por Janot ao STF. É claro, o maior interessado nas investigações é o próprio PMDB, pois o grande prejuízo político de uma investigação não ser bem conduzida é deste partido. Veja o vídeo do fuzuê na CPI:




A ação por quebra de decoro parlamentar ainda é um preço muito baixo a se cobrar pela tática do bate-boca. Provavelmente a ação não vai terminar em punição para os políticos que adotaram esta tática, pois outros políticos já foram acionados por coisas piores e não sofreram qualquer punição. Também não vai ter um efeito sobre o povo, pois este não se sensibiliza diante de quebra de decoro parlamentar. O efeito vai ser provavelmente trazer algum incômodo para estes políticos, caso tenham que se apresentar e construir uma defesa para si próprios. Então, o que o PMDB poderia fazer é relembrar o máximo possível o quanto o PSoL trabalhou para que a CPI desse em pizza, o quanto o PSoL demonstra ser a linha auxiliar do PT e buscar responsabilizar na justiça o PSoL por obstruir o andamento da CPI.

O preço da safadeza política deve ser sempre maior do que a da honestidade para que haja uma sociedade minimamente sadia e democrática.
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