quarta-feira, 18 de março de 2015

Pelo fim do impeachment no Brasil. Ou não.


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Luciano Ayan

Já que o debate sobre impeachment está mostrando uma oposição covarde e uma base aliada que beira a histeria na hora de falar sobre o assunto, sugiro uma proposta adicional para a reforma política. 

A proposta é essa: fim do impeachment. Ou seja, nenhum presidente poderá mais sofrer impeachment em hipótese alguma. A partir de agora, quem for eleito vai até o final. Se for pego roubando carga, tudo bem. Se matar mil (como diria o Jeremias), vai continuar no cargo. Punição só depois do mandato. 

Se alguém acha essa ideia absurda, é importante lembrar que a mera discussão dialética tiraria PMDB e PSDB da zona de conforto. 

O lema seria: “Se o PT está livre de impeachment, os outros partidos também tem que estar. Cadê a isonomia?”. 

Mas eliminar o impeachment não seria o suficiente. 

Poderíamos ir além:
  1. Exigir que PT, PMDB e PSDB se desculpem em público pelo impeachment de Collor.
  2. Reparação a Fernando Collor por seu impeachment, como direito dele dar um chute no traseiro de todos os representantes de cada partido, em uma sessão solene. Podemos levar a discussão em público sobre a possibilidade de trocar chute no traseiro por tapa na cara ou cuspe no olho. 
  3. Lançamento de moção contra os Estados Unidos pelo impeachment de Nixon. 
  4. Obrigatoriedade de todos os deputados de partidos que votaram no impeachment de Collor de usar um broche na lapela, com a letra “g”. Mas “g” de que, perguntaria o incauto? De golpista, claro. 
Ao menos seria muito divertido ver as desculpas esfarrapadas de tucanos e pmdbistas que não queiram aprovar a nova lei. 

Já poderíamos começar: “Por que só o PT não pode? Não é justo! Vamos liberar todos de impeachment!”.

No fim das contas, a proposta seria principalmente dialética, exigindo que tucanos e pmdbistas se expliquem por que eles só querem livrar o PT de impeachment, forçando-os a conviver com suas contradições. 

Seria ao menos divertido lançar a proposta dialeticamente e deixar no ar alguns "Cunha, te vira e argumente" ou "Aloysio, quero ver a argumentação agora".

Daí é só pegar um guia de falácias e anotar.

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