sexta-feira, 13 de março de 2015

Paulo Henrique Amorim pede fechamento da Globo e golpe para implantar censura


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Luciano Ayan

Um nazista hoje em dia tem vergonha de falar que é nazista. Um pedófilo atualmente se envergonha de confessar sua pedofilia. Enquanto isso, os petistas não se envergonham ao pedir censura de mídia em público. 

Parte de culpa deste fenômeno é nosso. Como pode alguém falar sem se corar em usar o poder do estado para censurar a opinião divergente e ainda usar o mesmo poder estatal para criar emissoras para publicar os fatos que o governo quer? Isto ocorre por que não denunciamos suficiente a imoralidade deste tipo de pedido. 


É por isso que Paulo Henrique Amorim não se envergonha de falar algo que em qualquer país civilizado seria considerado uma afronta aos Direitos Humanos. 

Na visão de Amorim, a Rede Globo já deve ser culpada por antecedência da repercussão dos protestos de domingo. Mas por que seria culpada? Por que vai noticiá-los. Amorim se revolta antecipadamente contra a "mega-cobertura" dos eventos de domingo. 

Amorim relembra que depois de seu governo bolivariano ter lançado a versão de que a oposição era "golpista", Chavez "construiu uma rede de televisão estatal poderosa, competitiva, que ainda hoje permite que Maduro" dê sua versão dos fatos. 

E mais. Ele diz que "Cristina K montou uma teve estatal poderosa, competitiva e, por cima, enfiou uma Ley de Medios pela goela abaixo" da oposição. 

O "jornalista" diz que esse é o motivo pelo qual as manifestações não dão certo na Argentina e na Venezuela. Daí, como sempre, ele diz que o "golpe" pode ser neutralizado. Mas o mesmo, para ele, pode não ocorrer no Brasil. Veja como ele define "o problema" para o PT: "um golpe sem que a Presidenta Dilma possa responder, porque não tem a tevê estatal de que dispõem o Maduro e a Cristina K".

A constatação: "Porque o PT entra para a História como o Partido que morre de medo da Globo."

A sugestão de Amorim para resolver o problema é "tirar o sinal da Globo do ar". Eis as palavras, que confessam o o crime moral do sujeito: "Tirar o sinal do ar. Simples. E iniciar a cassação da concessão, em nome da ordem pública."

E aí, vocês vão engolir mais essa provocação?

Todos para a rua em 15/3, para evitar que monstros como esse consigam usar o poder estatal para silenciar o contraditório. O plano está todo aí, delineado nas palavras cristalinas de Paulo Henrique Amorim. 
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