segunda-feira, 9 de março de 2015

Para Marta, Dilma usou justificativas ultrapassadas no pronunciamento de TV


Imagem: Pedro Ladeira / Folhapress
Por Luciano Ayan

E não é que depois que Marta Suplicy se "descolou" do PT ela começou a aumentar a percepção da realidade?

Como já dissemos por aqui, Dilma apelou ao mesmo discurso requentado da campanha eleitoral. O problema é que este discurso é para briga, não para reorganização da economia. Marta concorda que esse tipo de abordagem é discurso ultrapassado. 

Em mais um ataque frontal às iniciativas do governo Dilma Rousseff, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) disse que a presidente usou justificativas ultrapassadas em pronunciamento em rede nacional neste domingo (8) para explicar as dificuldades do país.

Marta vem se distanciando do PT para concorrer à prefeitura da capital paulista em 2016 por outro partido. Em nota publicada nas redes sociais, disse que "São Paulo assistiu atônita e perplexa" ao pronunciamento de Dilma.

Ela ressaltou ainda que a fala se deu entre "gritos de protestos, buzinas e panelaço" na cidade.

Para a senadora, "tentando se apoiar na ultrapassada justificativa da crise internacional, Dilma negou, mais uma vez, a gravidade e a dimensão da atual crise econômica, as responsabilidades de seu governo e as consequências de seus desdobramentos para os brasileiros".

"O que mais me preocupa, neste momento, é que a cada ação deste governo, assistimos ao aumento do grau de seu isolamento e à ampliação de seu distanciamento da sociedade", avaliou Marta.

A senadora afirmou ainda que "tão séria e grave quanto os problemas econômicos é a crise política e o consequente aprofundamento da falta de confiança e credibilidade".

A senadora não confirma oficialmente, mas as apostas o PSB dá como certa sua filiação à sigla a partir de abril.

Marta seria a segunda petista de alto escalão a se filiar ao PSB nos últimos dois anos para tentar um voo solo.

Sem conseguir criar sua própria legenda, Marina Silva se filiou ao PSB em 2014 para ser vice do ex-governador Eduardo Campos na disputa pelo Planalto. Com a morte do ex-governador no início da campanha, ela assumiu a chapa.
E como o PT não muda o discurso, provavelmente eles dirão que a avaliação de Marta resulta de seu "golpismo", de uma aliança com o "imperialismo norte-americano", com a elite burguesa e a "mídia golpista". 

Ao que parece, agora é o momento de ridicularizarmos cada vez mais esse bate-estaca que só pode enganar incapazes.
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