terça-feira, 3 de março de 2015

O PT foi definitivamente para o tudo ou nada. Que fique com nada.


Imagem: Dário Oliveira / Folhapress
Por Marcus Vinicius Motta

O ocaso do PT será mais feio do que até seus maiores adversários poderiam imaginar. O partido resolveu partir para o tudo ou nada e não vai ter pejo de quebrar e rachar o Brasil, desde que isso aumente suas chances de permanecer no poder por mais 4, 8 ou 12 anos. O que vier é lucro, deve pensar a companheirada.

Não interessa se a gerenta está fazendo com o país o mesmo que fez com sua falida lojinha de R$1,99 em Porto Alegre, não interessa que Lula esteja mais raivoso do que nunca, passando a configurar, sim, para esperneio de quem não gosta do diagnóstico, uma ameaça à democracia.

Lula, aliás, merecia uma nova biografia: "Do macacão da fábrica ao macacão do presídio, ascensão e queda do homem que enganou um país". Vai depender do juiz Sérgio Moro, o atual romancista mais lido e acompanhado pelos brasileiros. Torçamos para que seu ponto final nessa história seja também um final feliz.

Dilma foi fazer compras no Uruguai, já que se entrar num supermercado brasileiro sem que o público seja previamente selecionado entre sanguessugas e louvaminheiros do PT, corre o risco de descobrir que o tomate não só está caro, como mancha a roupa.

Se depender dos petistas tudo fica como está. Quem trabalha que siga pagando a conta dos que chupam o milk-shake dos cofres. Já há quem fale do dólar a 4 reais, mas quem liga? Em time que está ganhando não se mexe. Muda mais, Dilma e em 2018, Lula lá! Para eles, quanto mais, melhor.

Só não adianta muito ameaçar ou espernear. Aqueles 51 milhões de Aécio hoje com certeza são uns 60 ou 70 milhões e Dilma terá que contar com a solidariedade e a fidelidade do PMDB para impedir que se torne Dilma Collor de Mello e um presidente do PMDB seja empossado no seu lugar.

É ou não é uma justiça poética simplesmente perfeita? Usaram o partido para fazer seu "governo de coalizão" e ter tempo na TV para mentir e difamar adversários, agora podem ser moídos com a ajuda do próprio PMDB.

E o mais legal de tudo é que a Dilma, esse personagem menor e medíocre da história, não terá nem uma Alagoas para devolvê-la à política anos depois que for enxotada do Planalto, tal qual o outro personagem triste teve.

A todos, um por um, a lata do lixo da memória vai cair muito bem.
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