quarta-feira, 18 de março de 2015

O empilhamento inacreditável de truques petistas no Petrolão


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Pedro Henrique

Quem acompanha a política, sabe que o PT fez de tudo para impedir investigações que prejudicassem o partido. Desde o início das investigações do mensalão, vimos todo tipo de historinha para proteger Lula e os líderes do PT de qualquer investigação. Ouvimos Lula falando que "um dia o mensalão iria virar piada de salão", que ele iria "comprovar que o julgamento do mensalão foi uma tentativa de golpe", que ele não sabia e, até mesmo, admitindo o problema, dizendo que iria investigá-lo.

Uma a uma, essas bravatas, verdadeiras farsas argumentativas, foram caindo como moscas diante do menor traço de senso crítico. A cada mandato de Dilma ou de Lula, também vimos o judiciário ser ocupado por juízes especialmente favoráveis aos petistas, muitos deles inclusive ex-advogados de petistas. Vimos agressões e ameaças constantes a Joaquim Barbosa, ministro do STF que mais lutou para que petistas criminosos fossem para cadeia.

Agora, nas investigações do Petrolão, a história se repete com novos atores, mas o mesmo partido. Vemos Eduardo Cunha(PMDB), presidente da Câmara, ser incluído na lista de investigados na CPI do petrolão como ataque ao Legislativo. Vemos a tentativa de imunização de Rodrigo Janot de qualquer crítica, mesmo quando os argumentos contra ele são fortíssimos (como até alguns petistas reconhecem), principalmente quando está claro que o procurador-geral da república escolheu quem queria investigar. Vemos pressão para afastar Cunha da presidência da Câmara, como se ele já estivesse condenado, mesmo antes de qualquer julgamento. Vemos a tática do bate-boca para impedir o andamento das investigações, como aconteceu entre os ministros do STF para impedir o julgamento do Mensalão - tática mais recentemente adotada por políticos do PSOL (a linha auxiliar do PT) para impedir a criação e andamento da CPI do Petrolão. Ainda veremos muitas destas táticas petistas sujas para proteger os corruptos de seu partido.

Apesar de todo o esforço para proteger Dilma de qualquer investigação, há um elemento decisivo no andamento das investigações, que quase não existia no mensalão: o povo nas ruas. O povo nas ruas ajudou Cunha a criar a CPI do Petrolão em tempo recorde e tem motivado o Legislativo a agilizar a CPI. Porém, o povo nas ruas ainda não conseguiu incluir duas pessoas nas investigações: Lula e Dilma. Já passou da hora. 
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