quinta-feira, 19 de março de 2015

Menos ódio, mais democracia, a não ser que você seja "coxinha"


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Marcus Vinicius Motta

Uma família - casal e dois filhos - resolveu aproveitar seu domingo de folga para aderir aos protestos contra o governo corrupto de Dilma Rousseff. Marido e esposa trabalham, pagam impostos e criam duas belas crianças ensinando a elas seus valores, um direito garantido pela Constituição.

Não cometeram nenhum crime, não incitaram ninguém a cometer qualquer crime, apenas estiveram lá junto com outros milhões de brasileiros enojados com o teatro dos canalhas que ocorre no Palácio do Planalto e tiraram uma foto em família, para recordar o momento em que o brasileiro deixou só um pouco de lado sua habitual tolerância com cafajestes.

A família em questão era a da jornalista Rachel Sheherazade, do SBT e da Jovem Pan, a corajosa comentarista que a esquerda doentia ama odiar.

No Brasil de hoje você é proibido de dizer que não gostou do Maranhão ou então é multado por dizer obviedades, como a afirmação de que dois machos ou duas fêmeas não se reproduzem. Isso não pode.

Mas desejar o estupro de Rachel pode, como no caso que envolveu o "filósofo" Paulo Ghiraldelli e que não deu em nada. Ah, se ele falasse algo da dona Maria do Rosário, por exemplo, aquela que pode caluniar e difamar uma pessoa chamando-a de "estuprador" e ainda sair como vítima, daria confusão. Mas como foi só uma "reacionária", tudo bem. Ela merece ser estuprada.

A nojeira dessa vez foi a ex-jornalista da Carta Capital e atual blogueira e comerciante de camisetas Cynara Menezes, que sem o menor cuidado com a exposição de crianças menores de idade à ira santa da seita lulopetista postou a foto da família de Rachel em sua conta do Twitter com a legenda "cuidado com essa imagem que vou mostrar agora, é para estômagos fortes".

O que se seguiu, sem reprimendas da "Socialista Morena", foi um festival de impropérios e baixarias, onde seus leitores - maioria esmagadora de esquerdistas-petistas-socialistas, etc. - chafurdaram numa grosseria que talvez envergonhasse até um ou outro frequentador de botecos imundos nas imediações de faculdades de humanas.

Ofensas às crianças, à religião da apresentadora, à sua família, tem de tudo, menos o menor senso de civilidade. Fossem os filhos de Rachel pivetes que assaltaram ou mataram alguém e se esconderam atrás do "Estatuto da Criança e do Adolescente", um desses "dimenor", talvez merecessem mais consideração. Mas eram apenas "mini-fascistas", nas palavras de um leitor da "Socialista".

E é esse tipo de gente que fica por aí pedindo "menos ódio e mais democracia", como se no "mundo ideal" deles pessoas como a Rachel não fossem caçadas impiedosamente e destruídas sob todas as formas possíveis e imaginárias.

Exagero meu? Pode ser, mas o comportamento deles não enseja nada que já não tenha existido nas mais bestiais e bizarras ditaduras ao longo da história.

Esta é a récua que deseja dominar o Brasil. E é contra ela que Rachel saiu às ruas.

Daí a raivinha descontrolada.

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