quinta-feira, 19 de março de 2015

Marconi Perilo e o puxa-saquismo indigno em favor de Dilma


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Luciano Ayan

Existem alguns seres humanos que, talvez tentando parecer "neutros" ou "de bom senso", tornam-se completamente enlouquecidos ao tentar mostrar, histericamente, sua "neutralidade". Nesse momento similar ao da loucura absoluta, muitos acabam confundindo simulação de neutralidade com puxa-saquismo patético. 

Isso está acontecendo com o governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB. Uma coisa é tucano frouxo. Há muitos. Outra coisa é tucano puxa-saco de forma psicótica e alucinada diante de Dilma. Este é Marconi Perilo. Ou alguma liderança do partido interdita essa coisa, ou então ainda verão ele criar uma estátua de ouro para Dilma. E ainda com uma outra estátua, do lado, simbolizando os tucanos pedindo perdão, de joelhos, por ter feito oposição diante de um ser "tão iluminado". A coisa está quase neste patamar. 

Se acha que exagero, veja aqui a que nível de desonra o ser humano pode chegar, em matéria do Brasil247:
Constante defensor da presidente Dilma Rousseff, o governador Marconi Perillo, do PSDB, disse hoje ter recebido conselhos para não receber a petista no evento em que ela assinou ordem de serviço de implantação do BRT Norte-Sul na capital, Goiânia. Mas declarou que ele, que sempre discordou da "intolerância" e das "injustiças" cometidas contra Dilma, não temeria comparecer ao ato.

"Recebi conselhos para não estar aqui, mas eu, que em todos os momentos, não concordei com a intolerância e as injustiças contra a presidente, não vou temer comparecer a um evento onde eventualmente uma claque pode a hostilizar. Venho aqui como governador reeleito do estado de Goiás. Venho aqui para receber uma presidente da República que foi reeleita com legitimidade e tem meu apoio à sua governabilidade", discursou o tucano.

"O Brasil, presidente, não pode ser vítima da intolerância, do desrespeito, de minorias que não querem uma democracia onde o republicanismo possa prevalecer", continuou o governador, quatro dias depois de manifestações que pediram o impeachment de Dilma e a volta do regime militar no Brasil. "Eu já tive a coragem de defendê-la dentro do meu partido, porque a respeito, sou grato pelo que a senhora fez e fará pelo nosso estado. Quero agradecê-la pela presença, por este investimento muito importante", acrescentou.

Marconi Perillo disse ter boas relações com prefeitos petistas de seu estado. "As relações entre o meu governo e o prefeito Paulo Garcia (Goiânia) são respeitosas e republicanas. Com o prefeito de Anápolis, João Gomes, que é do PT, são republicanas. E assim com todos os prefeitos de boa vontade que me procuram", exemplificou. Ele lembrou em seguida ser "de outro partido que às vezes tem mais oposição à senhora", mas que "sempre agradeceu" a ela. "O respeito deve prevalecer, o ambiente democrático".

Aplaudido, o governador terminou seu discurso aos gritos de "não à intolerância" e "viva o Brasil". Um ato contra a presidente Dilma que estava marcado para acontecer na BR-153, em frente à Prefeitura de Goiânia, não foi realizado. Os caminhoneiros, que fariam o bloqueio da rodovia, não apareceram.
Acho que os partidos deveriam ter uma regra: quem pertence à agremiação não pode ter o direito de se conformar de forma desonrosa ou indigna para puxar o saco e mentir feito louco para ajudar um adversário político. 

Se existisse essa regra, Marconi Perillo com certeza seria punido por seu partido. 

Nojento. Simplesmente nojento isso que acabamos de presenciar. 
Comentários
0 Comentários
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

UOL Cliques