terça-feira, 3 de março de 2015

Marcel Van Hattem dá uma demonstração de como os políticos devem lidar com o PT


Imagem: Reprodução Vídeo YouTube
Por Luciano Ayan

Na política profissional brasileira, pelo lado da direita, há alguém que possa usar o nível de assertividade, junto com as técnicas da guerra política, conforme orientado por David Horowitz?

Vejamos o caso de Marco Feliciano, por exemplo. Ele está em constante evolução. Merece elogios, com certeza. Mas ainda há um caminho a ser trilhado. Jair Bolsonaro? Um tanto ríspido demais e restrito ao eleitorado conservador, tendo pouco a falar para liberais. Seu nicho é restrito, mas fiel. Ronaldo Caiado? Estamos quase lá, pois em assertividade ele realmente tem potencial para causar danos ao PT. 

Mas não defino nenhum deles como um pleno praticamente da guerra política em sua ação legislativa (digamos que eles fazem isso apenas em partes). Lembre-se que reconheço a fidelidade das bases de Bolsonaro e Feliciano, assim como a reputação invejável de Caiado. Não é disso que estou falando. Eu falo de guerra política. 

Ao menos em suas participações iniciais como deputado estadual no Rio Grande do Sul, tenho observado essas características em Marcel Van Hattem. Mas qual tem sido o diferencial?

Façamos um checklist. Em relação a perceber a política como uma guerra, acho que os outros citados o fazem. Em relação a permanecer no ataque, eles também fazem isso. Bem, mais ou menos, pois de vez em quando Feliciano e Bolsonaro vão para a defensiva. Caiado fica menos na defensiva que os outros dois. Mas digamos que, em termos de atacar, todos os três atacam. Até aqui digamos que os três empatam com Marcel. 

Ele se diferencia principalmente no momento de falar ao coração do povo. Ou seja, ele traduz suas mensagens de forma que sua audiência o perceba como alguém que (1) se preocupa com seus problemas, (2) ataca quem causa seus problemas, (3) tem propostas que resolveriam seus problemas. Este é o sexto princípio da guerra política, que, se não for ignorado, gera um ótimo resultado quando acompanhado os outros cinco princípios. 

Recobremos os princípios, conforme disse David Horowitz em The Art of Political War:
  1. Política é guerra conduzida por outros meios
  2. Política é guerra de posição
  3. Na guerra política, o agressor geralmente prevalece
  4. Posição é definida por medo e esperança
  5. As armas da política são símbolos que evocam medo e esperança
  6. A vitória fica do lado do povo
Esses princípios são plenamente aplicáveis por muitos de nós. Veja o vídeo abaixo, com um discurso de Marcel aos caminhoneiros, que pode ser tomado como uma aula de aplicação destes princípios:


E agora? Se você for político profissional, está aí o tom que funciona. Se você for assessor, lembre-se disso também. Se for dono de comunidade de Facebook, vale a mesma coisa. Os princípios estão aí para serem utilizados. E a extrema esquerda, no Brasil, já faz isso a muito tempo. 

No momento em que um politico da direita começa a usar os mesmos princípios em sua ação temos um bom sinal. Agora que outros façam o mesmo. E que nós sigamos a mesma trilha em nossa atuação como formadores de opinião.
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