terça-feira, 3 de março de 2015

Lula, em nome do PT, e contra o Brasil


Por Marcus Vinicius Motta

Esquerdistas não gostam muito de bandeiras nacionais. Pode perceber estes do Brasil: para eles sair por aí com a bandeira é coisa de "fascista".

Tudo bem que para eles quase tudo que não siga a cartilha também seja coisa de "fascista" e que eu tampouco tenha esse tipo de adoração por bandeiras - acho que qualquer bando de palermas com um território pode erguer uma bandeira ali, que nem por isso vai transformar o pedaço de chão numa nação - mas no caso deles isso se dá porque acreditam numa luta "internacional", onde a identidade "vermelha" vale mais do que qualquer outra.

Basta ver agora como um dos novos queridinhos da esquerdopatia, o Podemos (uma espécie de PSOL da Espanha com gente que aparenta tomar banho e pentear o cabelo) foi pego recebendo dinheiro da ditadura de Nicolás Maduro através de uma fundação.

Não adianta, seu povo não tem papel higiênico - o que não é muita coisa, já que também não tem comida - mas o tiranete bolivariano está preocupado é com seus "irmãos vermelhos" do velho continente, que por sua vez não ligam se o dinheiro que recebem para a "luta" é um dinheiro sujo de sangue.

No Brasil, o PT prometeu e cumpriu talvez a sua única promessa que não era falsa: fez o diabo para vencer eleições. Gastaram o que não podiam, represaram preços, atrasaram medidas de austeridade, lotearam a administração federal e quebraram o país, tornando a solução agora muito mais custosa do que seria há um ou dois anos. Mas e daí? O que importava era manter os cargos da companheirada.

Só que o "fazer o diabo" começou bem antes, quando não expiaram suas culpas pelo mensalão, quando aceitaram levar à presidência uma mulher sem o menor preparo técnico ou psicológico para o cargo. E repetiram o erro, caluniando adversários e fazendo terrorismo eleitoral para reconduzir para um segundo mandato o que já era péssimo no primeiro.

De novo pensaram nos seus - que não são os brasileiros - e na bandeira vermelha (que arrastam por aí, já com a aparência de um daqueles andrajos de filme de zumbi, pelo menos no que diz respeito à moral e à credibilidade).

Lula cuspindo ódio, luta de classes e guerra civil do alto de um palanque não é novidade, é apenas Lula desistindo do papel de "ex-operário que evoluiu e deixou de ser radical".

Lula aceitou ser maquiado por Duda Mendonça e José Dirceu para finalmente se eleger depois de quatro surras que levou nas urnas. Ele sabia que sendo quem realmente é, jamais seria escolhido pelo povo.

O Lula descontrolado de hoje é o mesmo Lula de sempre, que cansou de fingir. Só.

Hoje com o país engolfado no caos que ele mesmo plantou, resolve partir para cima, talvez se esquecendo do tamanho que tinha quando agia desse jeito. É quase uma justiça poética: para tentar se safar, o PT vai radicalizar e corre o risco de ser chutado de volta para a porta da fábrica, de onde nunca deveria ter saído.

Mas o mais legal é que eles fizeram mesmo o "diabo" para reeleger o poste e agora a reeleição do poste pode ser a bomba que vai explodir no colo de quem a armou e que tem tudo para dizimar o PT.

Antes o PT do que o país ou a democracia.
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