sexta-feira, 6 de março de 2015

Lindbergh: "Vou pra cima". Que vá. E que PMDB e PP aprendam uma coisa ou duas com isso.


Imagem: Sérgio Lima / Folhapress
Por Luciano Ayan

Uma coisa é clara. A despeito do fato do PT ser o partido com a moral mais perversa da história da política nacional, ao mesmo tempo compensa esse fator com o melhor tino para a guerra política. 

Isto pode ser visto na postura de Lindbergh Farias após ele saber que está na lista de Janot. Ele vai para o ataque. Mas isso não é problema, pois devemos usar suas palavras como motivação e pressionar para que o PMDB aja da mesma forma. Leia, conforme matéria da Folha
Avisado de que a Procuradoria-Geral da República teria pedido a abertura de inquérito contra ele na Operação Lava Jato, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou à Folha, nesta quinta-feira (5), que "vai para cima" para tentar provar sua inocência.
O petista foi citado em depoimentos por Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras que está preso e atuou em sua campanha ao governo do Rio em 2014.
"Vou para cima. Vou me defender e fazer o embate político", disse Lindbergh. "Uma coisa é corrupção, outra é doação legal de campanha. Não pode misturar tudo num balaio só".
"Não fui avisado oficialmente de nada, mas estou muito tranquilo. Quem está envolvido com corrupção tem que pagar", acrescentou o senador.
Em 2014, as três maiores doações que Lindbergh declarou à Justiça Eleitoral foram feitas por empreiteiras envolvidas na Lava Jato: UTC, Queiroz Galvão e OAS.
O petista nega relação entre as contribuições e o esquema de corrupção na Petrobras. Ele afirma que Paulo Roberto Costa só atuou em sua campanha como consultor do programa de governo para gás e petróleo.
"Ele parecia o melhor cara da área. Dizia que o Rio poderia virar a Houston brasileira. Fizemos três reuniões e depois fiquei surpreso quando ele foi preso. Eu não sabia de nada", afirmou Lindbergh.
Observe as seguintes afirmações: "Vou para cima. Vou me defender e fazer o embate político".

É exatamente isso que esperamos que o PMDB e o PP façam, principalmente após terem sido vítimas de um golpe judiciário no qual Dilma foi poupada de investigações, mas não os deputados de partidos que agiram como base aliada durante todos estes anos. PMDB e PP foram traídos pelo PT. Fato. 

Alguns poderiam alegar: "Ah, Luciano, mas também existem deputados, senadores e até um governador do PT na lista". Sim, claro, pois as táticas mais complexas de distração  e engodo surgiram com o advento do homem na terra. Ainda assim, nunca um golpe foi tão explícito e caradura como esse.

O que esperamos agora é que, depois de humilhadas e ridicularizadas como mulher de malandro, em plena praça pública, que as agremiações PMDB e PP partam para o embate político. E para a denunciação dos crimes do PT.
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