quarta-feira, 4 de março de 2015

Líder do PT critica Renan sobre devolução de MP. Pena que a argumentação seja fraude pura.


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Luciano Ayan

Que a fraude intelectual é o método do PT para qualquer discussão sobre políticas públicas, quanto a isso não temos a menor dúvida. O problema é quando as fraudes são de baixo nível, muitas vezes coisas que garantiriam a expulsão de sala de qualquer sala de lógica. 

Exemplo é o discurso do líder do PT na Câmara, Humberto Costa, ao criticar Renan Calheiros pela devolução de medida provisória, conforme blog do Jamildo:
O líder do PT no Senado, o pernambucano Humberto Costa, criticou a decisão do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL) de devolver a Medida Provisória (MP) nº 669/15, que revogava a desoneração de 56 ramos de atividade econômica. Para Humberto, Renan transformou em política uma questão que deveria ser técnica.
“O ajuste fiscal não é uma vontade do governo, mas uma necessidade do Brasil. É importante que o Congresso assuma essa responsabilidade e dê a tramitação adequada à pauta para que possamos garantir o equilíbrio da economia”, afirmou o petista.
“Vamos conversar com a presidenta e saber quais as linhas pretendidas por ela para tocarmos esse debate”, garantiu o senador.
Humberto participa, na manhã desta quarta-feira (4), da reunião convocada por Dilma com os líderes de partido da base aliada no Senado e na Câmara Federal.
A expectativa é que Dilma trate do projeto de Lei enviado para o Congresso na noite dessa terça, em caráter de urgência, que revoga os mesmos benefícios que a MP, mas precisa passar por uma tramitação mais complexa.
O gesto de Renan, aplaudido pela oposição, ajudou a ampliar o atrito de Dilma com o Congresso. Sem maioria na Câmara, a presidente já vinha perdido várias votações desde o início do ano.
O medo do Planalto é que a dificuldade de revogar as desonerações acabe passando um sinal negativo para o mercado de que o governo não conseguirá aplicar o reajuste fiscal que está sendo tocado pelo Ministério da Fazenda.
É falso que o ajuste fiscal é uma "necessidade do Brasil". É uma necessidade do PT. É o PT que gastou mais do que podia. Não o Brasil.

O melhor seria buscar diversas outras maneiras de reduzir gastos. Mas vejam só: exatamente no momento em que é preciso gastar menos, e ter mais dinheiro em caixa, a AGU, de Luís Inácio Adams, não quer que as empreiteiras paguem a multa. Então é um fato que o PT cria um problema para depois fingir resolver.

Mas há outro detalhe: supondo que a medida seja de "interesse do Brasil", quem disse que precisaria ser via medida provisória?

Enfim, esse Humberto Falcão não tem limite para a fanfarronice.
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