sexta-feira, 6 de março de 2015

Ivan Valente usa tática do Bate-boca para atrapalhar CPI do Petrolão


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Pedro Henrique

A base governista grita, esperneia, mas enquanto o povo lutar, não vai conseguir solapar a democracia e impedir o processo de limpeza da corrupção que está em curso. Diante dos fracassos sucessivos que o governo e seus aliados(explícitos ou dissimulados) têm tido, Ivan Valente, deputado do PSoL, fez o que pôde para atrapalhar a CPI que vai investigar o Petrolão.


Nesta quarta-feira (4/3/2015), Ivan Valente teve seu pedido de CPI para investigar planos de saúde rejeitado pelo pmdbista e presidente da Câmara, Eduardo Cunha. A razão da rejeição foi a falta de fato determinado que justificasse a abertura da investigação, condição necessária segundo o regimento da Câmara. 

Esta é claramente uma jogada do psolista para sobrecarregar a Câmara de CPIs e atrapalhar as investigações sobre o Petrolão. Além disso, a escolha do objeto de investigação da CPI proposta por Ivan, os planos de saúde, não foi à toa. Ele sabia que Eduardo Cunha foi financiado por planos de saúde em sua campanha e tenta usar este financiamento para desgastar a imagem do presidente da Câmara e ainda alimentar o discurso de que 'temos que acabar com o financiamento privado de campanha'. O bate-boca é só uma forma de sair nos jornais, e fazer a mídia divulgar a ideia de que talvez o Eduardo Cunha seja mais um corrupto e que não tem legitimidade para presidir a Câmara durante as investigações do Petrolão.

Eduardo Cunha, apesar de ter caído inicialmente nas provocações, cortou o microfone do deputado e prosseguiu com a sessão. Cunha fez muito bem, pois se continuasse no bate-boca, acabaria com a imagem desgastada como protagonista de uma baixaria, e poderia levantar dúvidas injustificadas sobre sua idoneidade como político. Além disto, este bate-boca atrasaria mais o andamento da sessão, e este era um dos principais objetivos do psolista com o bate-boca. 

Aliás, esta tática do bate-boca não é nova. Vimos fenômenos bastantes semelhantes ocorrendo durante o julgamento do Mensalão. Quase toda semana, Joaquim Barbosa, entrava em um bate-boca com o ministro Lewandowski, que atrasava o processo e criava uma guerra de nervos e fadiga para o primeiro. Joaquim, porém, estava em condição muito mais desfavorável do que Cunha, pois Lewandowski não poderia ser impedido de atrapalhar o julgamento e Joaquim sofria constantemente assédio e ameaças por militantes petistas quando não estava no julgamento.

Como a tática do bate-boca tem sido comum entre os governistas, petistas e da esquerda no geral, é essencial buscar maneiras de impedir ou mesmo fazer políticos pagarem o preço político deste ato imoral. Quem quer atrasar investigações de esquemas de corrupção do tamanho do Mensalão e do Petrolão, está defendendo a corrupção, mesmo que se esconda como 'defensor da ética e da justiça', como foi este caso do Ivan Valente. Ora, dificilmente teríamos uma CPI que investigasse um escândalo tão sério como o Petrolão, então o que o Ivan faz é tentar trocar a investigação de uma corrupção em níveis 'nunca antes vistos na história deste país', por investigações sem nenhum indício de crime, como foi a proposta da CPI dos planos de saúde.
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