segunda-feira, 9 de março de 2015

Impeachment ou renúncia?


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Arthur Dutra

Impeachment ou renúncia? É nestes termos que o debate político brasileiro deve estar polarizado de hoje em diante. A permanência da srª. Dilma Vana Rousseff na Presidência da República não está mais na ordem do dia. Isto porque o pronunciamento desastroso veiculado em cadeia nacional na noite de domingo acelerou ainda mais a marcha da saída da presidente do Palácio do Planalto, que já ouve os ecos das vaias e panelaços a lhe tirarem o sono. Todos viram: cada palavra foi uma gota de gasolina jogada na fogueira.

O governo sabe que não tem muitas cartas na manga para evitar a queda, tanto que, encurralado pela pressão da realidade, teve que admitir que o momento é de crise e exortou o povo a ter paciência. Já é alguma coisa, mas como o governo petista não costuma trabalhar muito com a verdade, manteve a linha da desonestidade e atribuiu o desastre interno a uma suposta crise internacional, criada, claro, pela mente do marqueteiro oficial. É mais um sinal do fim: nem as mentiras que antes colavam como chiclete na cabeça do povo convencem mais, pois têm que ser cada vez mais absurdas e desconectadas da dura realidade já sentida pelo povo revoltado. 

A semana que se inicia será de guerra no campo de batalha da mídia. O petismo tentará de todas as formas desmobilizar os milhões de brasileiros que estão a postos para invadir as ruas do país no dia 15 de março para pedir a cabeça da presidente. Testemunharemos um vale-tudo sem precedentes, que contará com o velho - e sujo - jogo do assassinato de reputações, desinformação, terrorismo moral, ameaças e tudo o que estiver à mão. Mas não vai adiantar. Chegamos ao ponto em que a derrota está tão clamorosamente evidente que tudo o que se fizer para evitá-la só acelerará a sua chegada. 

Por isso volto ao ponto inicial: impeachment ou renúncia? São as opções a serem trabalhadas doravante, visando seus respectivos desdobramentos. Isto porque, ocorrendo um ou outro, já temos que estar prontos para o próximo combate, pois a guerra não acaba com a baixa de uma das combatentes. Há outro inimigo, este mais poderoso e ardiloso, que aguarda sua hora de prestar contas à nação.
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