domingo, 29 de março de 2015

Fiquem de olho e relembrem o caso Riocentro


Imagem: Anibal Philot
Por Alexandre Borges

Em 30 de abril de 1981, por volta das 21h, uma bomba explodiu acidentalmente dentro de um Puma no pátio do Riocentro, maior centro de convenções do Rio de Janeiro. No episódio, um militar morreu e outro ficou gravemente ferido. Mais duas bombas foram encontradas dentro do carro pela polícia e desativadas. O público nem notou a explosão e o show seguiu, só souberam quando Gonzaguinha, do palco, anunciou: "pessoas contra a democracia jogaram bombas lá fora para nos amedrontar".

No local, 20 mil pessoas estavam reunidas num show organizado por sindicatos para comemorar o dia do trabalho. A idéia dos terroristas aparentemente era culpar o VPR, mas o atentado deu errado e a bomba explodiu nas mãos dos militares.

O presidente da época, general João Baptista de Oliveira Figueiredo, dava sequencia ao processo de abertura democrática do país, o que descontentava alas radicais dentro das forças armadas que planejavam justificar o fortalecimento do regime.

O coronel da reserva Wilson Luiz Chaves Machado, sobrevivente do episódio e dono do Puma em que a bomba explodiu, é hoje "prestador de serviços" do Instituto Militar de Engenharia (IME) pelo que diz a imprensa.

Não foi a primeira nem será a última vez que um regime decadente e autoritário simulará um atentado terrorista ou um ataque para posar de vítima, criar inimigos e endurecer o regime.

Estamos de olho.
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