domingo, 1 de março de 2015

Exército só existe um e não está sob as ordens de Lula, nem do PT nem do MST


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Paulo Eneas

Durante o evento realizado dias atrás pelo PT e pelos seus aparelhos sindicais na sede da Associação Brasileira de Imprensa, que também se tornou há tempos um aparelho do PT, sob o pretexto cínico de defender a Petrobrás, o ex-presidente Lula afirmou em um discurso inflamado e provocador que ele o PT estão prontos para briga e que, se necessário for, colocará o Exército do MST nas ruas. Ao fazer esta afirmação leviana e irresponsável, Lula extrapolou todos os limites da irresponsabilidade política que a destemperança e a incontinência verbal e retórica de um líder político num país democrático pode ter.

É preciso dizer ao Lula e ao PT, bem como aos seus braços milicianos do MST e de seus partidecos satélites, que exército no país só existe um: o Exército Brasileiro que, juntamente com a Marinha e a Força Aérea, possuem atribuições bem definidas na Constituição Federal e estão sob o comando e sob às ordens dos poderes legalmente constituídos. Nenhum indivíduo e nenhuma organização no país tem o direito de dizer que tem um exército próprio para chamar de seu, pois isso se constitui numa ilegalidade.

Um analista mais ingênuo poderia dizer que a fala de Lula foi apenas mais uma bravata, e que seu suposto exército do MST, do qual ele é o comandante supremo e plenipotenciário e permanente, não passa de figuras de linguagem. Não, não se trata disso. Um ex-presidente da república, liderança absoluta do partido que ainda governa o país e que dita os rumos desse partido com mão de ferro imperial sem que ninguém o conteste, não pode se dar ao luxo de exercer essas bravatas impunemente. Ao fazer isso, Lula está irresponsavelmente insinuando que, se necessário for, os petistas e seus aliados podem apelar para a guerra civil.

Ao lançar mão desse apelo ameaçador, especialmente num momento de crise econômica e política decorrente da extraordinária incompetência e incapacidade da presidente Dilma de conduzir o país, somado ao aumento exponencial e generalizado da insatisfação e indignação com o governo em todos os segmentos sociais, Lula deixa claro seu descompromisso com as instituições democráticas, com os estado de direito, com a Constituição e com a estabilidade política necessária para que o país funcione. Deixa claro também seu desespero e despreparo para fazer o embate politico com a maioria esmagadora dos brasileiros, que hoje se opõem e rejeitam a ele, ao seu partido e ao seu governo. Ele deixa claro que ele e seu partido e suas milícias estão dispostos a usar da violência e da força para impedir a livre manifestação democrática daqueles que se opõem a ele.

É fato político inquestionável que Lula e o PT perderam por completo a capacidade de fazer a disputa política democrática na sociedade. Isto já ficou claro desde a campanha eleitoral do ano passado, onde o PT somente conseguiu assegurar sua vitória não por meio do convencimento político que ocorre normalmente numa campanha eleitoral. A vitória petista foi conquistada por meio da mentira, da calúnia contra adversários, do ocultamento da real situação econômica e social e das contas públicas do país, e principalmente por meio da chantagem e do medo imposto aos mais pobres e dependentes da ajuda do estado.

Ainda que o governo Dilma seja formalmente legítimo, politicamente ele carece de legitimidade, pois sua vitória se configurou num verdadeiro estelionato eleitoral, que as pessoas comuns, inclusive as que votaram nela, estão percebendo agora. Assim, o PT é hoje uma caricatura de partido politico, pois carece de militância e de discurso, só lhe restando o ativismo violento de seus milicianos, a propaganda e o marketing de inspiração fascista para enganar os incautos e os mais pobres, e a voz retumbante e ameaçadora de seu aiatolá sindical.

As forças politicas democráticas da sociedade brasileira tem hoje a obrigação de colocar de lado suas diferenças e se unificar na defesa da democracia, das instituições, das liberdades individuais, da manutenção da ordem e da segurança das pessoas nos termos da lei e da constituição, pois está cada vez mais claro que o PT, sob a liderança de seu aiatolá sindical, está disposto a solapar e romper todo o ordenamento institucional do país para permanecer no poder a qualquer custo. E isso nós não iremos permitir.
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