terça-feira, 10 de março de 2015

Eduardo Cunha se antecipa e quebra o discurso da extrema esquerda


Por Pedro Henrique

Eduardo Cunha(PMDB) vem demonstrando competência para lidar com a política e demonstrando coragem para tomar as ações certas. Algo dificilmente visto na política recente do Brasil. Cunha resolveu prestar esclarecimentos à CPI da Lava Jato nesta quinta (12/03). Eu acredito que ele não é de fato um dos corruptos do Petrolão, porém, independente de ser inocente ou culpado, o fato de resolver prestar esclarecimentos espontaneamente e com rapidez impede o longo processo de desgaste que poderia ocorrer enquanto ele não fosse chamado.

Mesmo não tendo ligação com o Petrolão, os petistas e os psolistas, o lado B do PT, iriam atuar para desgastar a imagem de Cunha o máximo possível. Iriam adotar a famosa tática do assassinato de reputações. Aliás, devido à impunidade geral dos políticos, o brasileiro se acostumou a ver com desconfiança ou mesmo até acusar quem não foi condenado pela justiça, principalmente se este político ficar marcado por uma longa investigação ou julgamento e não for rapidamente inocentado por falta de provas. Apresentando-se espontaneamente e rapidamente, fica claro para o povo que Cunha não tem medo por não estar envolvido.

Ivan Valente(PSoL) não gostou nada da história e protestou dizendo que Cunha deveria ser chamado quando houvessem mais provas. A argumentação de Ivan é ridícula e porca. É discurso de quem não tem como justificar o adiamento, pois Cunha pode ser chamado em outros momentos da CPI. É claro que o PSoL está interessado no desgaste de Cunha, e não se ele de fato está envolvido com o Petrolão ou não. 

Aliás, é bem provável que Ivan acredite na inocência de Cunha, então se incomoda de não poder desgastar a imagem do presidente da Câmara até a comprovação de sua inocência. Além disso, se torna politicamente irrelevante a ação de apresentar um requerimento para que Cunha se apresente à CPI se o próprio presidente da Câmara decidiu comparecer espontaneamente e rapidamente. 

Resumindo, a lista de Janot está perdendo rapidamente o seu valor como instrumento de ataque à oposição. É provável mesmo que em breve o tiro da arma política que se tornou a lista saia pela culatra e atinja o PT, especialmente quando o povo perceber que a lista não tem credibilidade.

Outros políticos do PMDB estão se levantando com o povo pela democracia. Renan Calheiros, político pelo qual eu não colocaria minha mão no fogo, defendeu a democracia e a separação dos três poderes. Acredito que os pmdbistas acordaram para o risco para a democracia que o PT representa e perceberam que o povo se movimenta pela liberdade.

O PMDB talvez seja insosso, sem ideologia e disposto à quase qualquer negociação para obter ganhos políticos (ou mesmo pessoais), porém é da sua história e aparentemente da sua atitude recente a defesa da democracia. Essa falta de 'ideologia' é refletida pelo seu próprio nome, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro. Se o próprio nome do partido não indica bem o que o partido defende, indica pelo menos a defesa da democracia. A defesa da democracia é aparentemente naquilo que estamos vendo os políticos do PMDB se dedicarem.
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