segunda-feira, 16 de março de 2015

Dois distintos senhores na televisão em nome de um governo morto


Imagem: Ricardo Matsukawa / VEJA
Por Paulo Eneas

Ao final da tarde deste domingo, dois distintos senhores apareceram na televisão e confirmaram aquilo que todos já sabiam. O governo Dilma está morto. Nem mesmo a tentativa empreendida na última sexta-feira de fazer o moribundo respirar por meio de aparelhos, no caso, os aparelhos das centrais sindicais pelegas, os aparelhos dos sindicatos de servidores públicos, os aparelhos de agrupamentos que mamam nas tetas do estado e que são chamados de movimentos sociais, surtiram efeito.

Cientes da morbidez irreversível do governo, mais de um milhão de brasileiros de todas as idades, etnias, classes sociais e de renda, saíram espontaneamente às ruas também nesse domingo para exigir que o morto seja removido do palácio e da esplanada dos ministérios. Resta ao Congresso Nacional, onde estão reunidas as únicas pessoas que tem procuração e mandato para falar em nome do povo, atender essa exigência. Trata-se apenas de remover um defunto político, na forma prevista pela Constituição.
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