terça-feira, 17 de março de 2015

Dirceu, o mensaleiro de 29 milhões


Foto: VEJA/Arquivo
Por Thiago Cortês

José Dirceu é um mensaleiro afortunado. Ele saiu do governo Lula pela porta dos fundos e, posteriormente, foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) à 10 anos de prisão pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha.

Mas nada disso o impediu de ser um muito bem-sucedido homem de negócios


De 2006 (quando deixou o governo Lula) até 2013 (quando finalmente foi pra cadeia), Dirceu embolsou nada menos do que R$ 29,2 milhões com "prestação de serviços de consultoria". Nada mal para um condenado por corrupção e formação de quadrilha. 

A Receita Federal quebrou o sigilo financeiro do mensaleiro por determinação da Justiça. É que os negócios de Dirceu podem ser tão escusos quanto o seu passado:
A quebra de sigilo foi determinada pela Justiça em janeiro, após indicativos de que empreiteiras citadas na Operação Lava Jato e que participação do megaesquema de fraudes em contratos com a Petrobras repassaram dinheiro para o ex-ministro. Fonte: Veja
No ano em que José Dirceu começou a cumprir pena de prisão em regime semiaberto no Complexo Penitenciário da Papuda, a empresa dele faturou R$ 4,159 milhões. Dirceu virou presidiário, mas jamais deixou de fazer parte da riquíssima elite petista.

De acordo com os dados apresentados pela Receita Federal e anexados ao processo que investiga o escândalo do Petrolão, nenhum ano foi tão lucrativo para Dirceu quanto 2012: amealhou 7 milhões de reais. Foi neste ano que o ex-chefe da Casa Civil e homem-forte do governo Lula recebeu pena de dez anos e dez meses de prisão, depois revertida para sete anos e onze meses no mensalão. Depois, em 2013, vieramos 4,159 milhões.

É claro que José Dirceu, na verdade, luta pela libertação dos oprimidos do Brasil e do mundo. A dinheirama que ele recebe é apenas uma compensação pelo seu empenho em favor da causa.  
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