terça-feira, 24 de março de 2015

Como Petrolão, Mensalão, LDO, crise e ajuste se relacionam


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Pedro Henrique

Escândalo do Petrolão, crise econômica e ajuste fiscal são assuntos que não saem da boca do povo. Outros assuntos que de vez em quando aparecem associados aos outros três citados são a aprovação da nova LDO (Lei de diretrizes orçamentárias) e o Mensalão. O que não está claro para muita gente é como estes problemas estão relacionados, então vamos tentar entender o fluxo de dinheiro que envolve todos estes problemas.



O Petrolão, pelo que já se sabe, foi um escândalo de corrupção que movimentou pelo menos 21 bilhões de reais e estima-se que tenha custado pelo menos 88 bilhões de reais à Petrobrás. Suspeita-se que o Petrolão tenha sido usado para compra de votos para aprovação de medidas no legislativo, como aconteceu no Mensalão. A compra de votos do legislativo faz parte do projeto bolivariano de destruição da tripartição de poderes, condição fundamental para a existência da república e da democracia. Estão incluídos neste projeto, o aparelhamento do Estado e do judiciário, colocando apenas ministros alinhados ao PT.


A crise econômica traz a chegada da estagflação causada pela intervenção estatal na economia e pela corrupção. Estagflação é a situação em que o crescimento econômico cessa (estagnação) e ocorre a desvalorização da moeda (inflação). Este é o pior cenário econômico, principalmente para os mais pobres, pois a retração da economia aumenta o desemprego e a inflação faz com o que os produtos fiquem mais caros. Na estagflação, os mais pobres não podem mais comprar produtos básicos como produtos de higiene e alimentação.

Um dos grandes causadores da crise foi a destruição da Petrobrás. A Petrobrás é a empresa que detém o monopólio de extração de petróleo no Brasil. Com a destruição da empresa, ocorreu o aumento do preço dos derivados do petróleo. Os combustíveis derivados do petróleo são necessários para o transporte de praticamente todos os produtos no Brasil, então com o aumento do preço destes combustíveis, aumentou o custo dos transporte. O aumento do custo de transporte trouxe um aumento geral dos preços dos produtos, pois estes precisam cobrir o custo extra com o transporte. 

O ajuste fiscal e a LDO são as "soluções" propostas pelo governo petista para resolver o problema da crise. O ajuste fiscal é basicamente o corte de benefícios  sociais e trabalhistas e aumento de impostos. Estes cortes têm criado muita insatisfação nos brasileiros, além de forçar parte da esquerda a adotar uma tendência mais crítica ao governo. No Brasil, a esquerda ficou marcada pela defesa de benefícios sociais e trabalhistas, de tal forma que não criticar os cortes que o PT promoveu, levaria à esquerda a perder todo o resto de credibilidade que ainda tem para alguns. O interesse desta esquerda que critica as medidas é apenas na imagem e não no bem estar do povo, tanto é que, apesar de criticar os cortes, ela não condena o governo petista.

O marketing da campanha de Dilma tentou colar no Aécio Neves(PSDB) a imagem de que ele iria fazer estes cortes ao invés de Dilma. Claro que Dilma, quando começou a fazer os cortes, frustrou muita gente que acreditou na sua campanha mentirosa. Porém, mesmo depois de uma campanha fraudulenta em níveis nunca vistos na história do Brasil como foi a campanha do PT, apoiadores do partido vem com a idéia de que 'Ah, Dilma só está fazendo o que o Aécio faria'. O problema é que se ela mentiu descaradamente dizendo que não iria fazer cortes de benefícios sociais ou trabalhistas, por que ela estaria dizendo a verdade quando disse que o Aécio faria estes cortes?

Os ajustes aprovados na LDO são para permitir legalmente que o governo petista gaste mais. A militância de oposição, que é bastante diferente da oposição partidária que temos, não conseguiu agir para impedir a aprovação da LDO. O governo petista, depois de ter gastado muito mais do que devia do dinheiro do povo, encontrou como solução transformar o gasto criminoso em prática legal. Tudo isto para que o governo petista tenha o poder de gastar mais o dinheiro do povo.

Agora que voces conhecem o fluxo do capital da corrupção petista, vai ser mais fácil todo o significado de uma notícia da Folha de São Paulo. Ela diz que uma empresa de José Dirceu(PT) está relacionada com propinas do Petrolão. Em uma entrevista com o dono de uma empresa que prestou serviços à Hugo Chavez, Aldo Vendramin comenta que Dirceu prestou serviços à sua empresa, facilitando o contato com Chavez. Este contato permitiu que o governo venezuelano atrasasse bem menos os pagamentos para a empresa de Aldo. O contato de Dirceu com o governo bolivariano da Venezuela e seu envolvimento no petrolão sugere que talvez governo venezuelano esteja relacionado com o Petrolão também, ainda mais considerando que a Petrobrás praticamente deu uma refinaria de "graça" para a Venezuela. Se o governo venezuelano ajudou o esquema de corrupção do petrolão, esta refinaria provavelmente seria o pagamento pela ajuda ou seria um dos desvios da Petrobrás.

O processo de destruição da economia é essencial para o projeto de poder do PT e do foro de São Paulo. É através desta destruição que o PT cria uma legião cada vez maior de miseráveis dependentes do bolsa família e do assistencialismo do Governo. Esta legião, por uma questão de sobrevivência, vota no PT e age como militância petista para não perder seus "benefícios". Como demonstrei, a destruição da economia tem sido feita intencionalmente pelo PT através da corrupção e destruição da Petrobrás. A destruição da economia poderia ser feita também através de grandes empresas fundamentais para a economia, como se suspeita ocorrer com o BNDES. Para que esta destruição possa ser realizada completamente e chegarmos ao bolivarianismo no Brasil é necessário que o governo possa gastar mais, ao mesmo tempo que corte benefícios sociais e trabalhistas e aumente os impostos para ter mais dinheiro nas mãos do Estado. Assim, o Estado se torna mais forte e as pessoas mais dependentes dos benefícios.

O processo de bolivarianismo do Brasil pode finalmente ser provado na CPI do petrolão, se forem investigadas as relações de Dirceu, Petrobrás e os calotes venezuelanos.
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