sexta-feira, 13 de março de 2015

Atos pró-Dilma tiveram militantes pagos, marmitas e brigas internas


Foto Daniel Ramalho VEJA
Por Thiago Cortês

A reportagem do Valor Econômico flagrou várias pessoas recebendo R$ 35 na manifestação pró-Dilma que aconteceu na sexta-feira, 13, na Avenida Paulista. Mesmo assim, o protesto em São Paulo foi um fracasso: a CUT prometia colocar 100 mil nas ruas, mas só compareceram 12 mil e muitos deles, na verdade, faziam parte do protesto dos professores da rede pública.

A Apeoesp marcou seu protesto no mesmo dia e horário da manifestação pró-Dilma. Entre os dilmistas, desempregados em busca de um troco para o fim de semana:
É o caso de Edmilson Barbosa, desempregado, que viu na participação do ato desta sexta um “bico” para ajudar em sua renda. Barbosa disse que um ônibus pegou os trabalhadores no bairro do Brás e os levou até a Paulista. Entre as pessoas contratadas para segurar balões estão imigrantes que não falam português. No vão livre do Masp, estão concentrados militantes da Apeoesp, sindicato de professores da rede estadual, que protestam contra o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), e pedem aumento salarial. Foi liberado às 17 horas do trabalho na Paulista quando a CUT recolheu os balões Fonte: Valor
A reportagem da VEJA informou que, segundo a Polícia Militar, o auge da marcha reuniu apenas 12 mil pessoas. E o número só cresceu, disse a VEJA, porque a marcha dilmista que partiu da sede da Petrobras seguiu em direção ao Masp, onde estavam reunidos os professores da rede estadual para deliberar sobre o início de uma greve.

Mas houve conflito entre professores e dilmistas:
Como a Apeoesp (sindicato da categoria) é ligada ao PT, muitos professores se juntaram ao grupo. Mas a adesão não foi unânime: a presidente da Apeoesp, Izabel Noronha, conhecida como Bebel no meio sindical, foi vaiada pelos professores ao discursar em defesa da presidente Dilma Rousseff. Fonte: VEJA
A reportagem informou ainda que “visivelmente os integrantes da marcha foram convocados - alguns pagos - para elogiar Dilma”. A CUT, a UNE e o MST são entidades e movimentos sociais que chamaram a manifestação. Todos recebem verbas públicas. Mas nem todos que estavam ali sabiam o que estava acontecendo:
Outros, sequer sabiam o que faziam no local: há apenas três meses no Brasil, o africano Muhamed Dukurek, de 44 anos, aceitou vestir a camiseta da CUT e carregar um dos balões da central sindical pelo dinheiro. "Disseram que eu ia receber um pagamento de 40 reais a 50 reais", afirmou ao site de VEJA. Falando poucas palavras em português, ele disse que um ônibus foi buscá-lo em sua casa no bairro do Brás, pela manhã. Foi liberado às 17 horas do trabalho na Paulista quando a CUT recolheu os balões.
No Rio de Janeiro, o ato pró-Dilma na Cinelândia – palco de grandes manifestações políticas no RJ – reuniu apenas 1.500 pessoas. Em Belo Horizonte, a Polícia Militar anunciou que apenas 7 mil pessoas se manifestaram em defesa do governo Dilma.
Em Brasília, a CUT reuniu mil pessoas em defesa do governo petista. Mesmo assim, houve críticas das lideranças locais à política econômica atual.
Mesmo com distribuição de marmitas e dinheiro, as manifestações pró-Dilma fracassaram.
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