quinta-feira, 26 de março de 2015

Algum hacker invadiu a Carta Capital? Pois vejam...


Imagem: Divulgação
Por Luciano Ayan

Se as coisas vão mal no Planalto, em termos de marketing, o mesmo pode ser dito das publicações governistas, cada vez mais perdidas. Por exemplo, o editor da Carta Capital comeu bola. E feio. Isto por que em um texto de Delfim Netto (intitulado "A última saída"), eles deixaram escapar a confissão de que o socialismo não passa mesmo de uma receita para o fracasso. 

O texto já começa criticando o socialismo tradicional. Você pode até questionar: "Ei, Luciano, mas isso todos os socialistas já fazem, para disfarçar". É verdade, mas depois de criticar o socialismo tradicional, observe o que Delfim Netto diz do "socialismo moderno", ao responder a pergunta sobre os motivos pelos quais os proletários se renderiam ao "indecente capitalismo": 
A explicação cínica e talvez a verdadeira é que o trabalhador “alienado” aprendeu que a tal “esquerda” está, em geral, confortavelmente instalada no serviço público, gozando seus “direitos” pagos com os recursos que o maldito Estado capitalista extrai dele! Aprendeu na vida real o que a “vanguarda” finge ignorar: a igualdade prometida significa, no fundo, mais Estado e a busca da igualdade absoluta significa o Estado absoluto, que, para compensar sua ineficiência também absoluta, sempre exige o fim da liberdade.
Em seguida, acredite se quiser, ele diz que a vitória do povo (em nome de seus interesses) só pode vir pelas leis do mercado e pela democracia:
Ela tem de resultar do jogo democrático dinâmico e continuado, entre o “mercado” e a “urna”. As alternativas propostas nunca levarão a ela. São atalhos propostos ou pela direita boçal, cuja ditadura consome 20 anos, ou pela esquerda imbecil, que costuma durar 70.
Ei, Carta Capital, é você mesmo?
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