domingo, 15 de março de 2015

A lista de Janot como um tiro pela culatra para o PT


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Pedro Henrique

Como já tinha dito, a lista de Janot ainda vai ser um tiro pela culatra para o PT. Não deu outra. A sessão que os petistas usariam para intimidar Eduardo Cunha(PMDB), presidente da câmara, acabou tendo aplausos e palavras de solidariedade, inclusive de petistas. Na certa, a sessão foi tão positiva para a imagem de Cunha que os petistas viram que se tentassem atacá-lo, sairiam com a moral arrasada. Então tiveram que aplaudi-lo. Entre as coisas que Cunha fez para alcançar esse sucesso foi se mostrar prestativo  à CPI se apresentando voluntariamente e rapidamente e ter demonstrado que Janot escolheu quem ele queria que estivesse em sua lista de investigados. Chico Alencar (PSOL) tentou um truque ultrapassado de reclamar que Cunha estivesse tão cedo na CPI, porém Cunha se disponibilizou de aparecer outras vezes durante as investigações, o que desmoralizou o truque psolista.

Como resultado da atuação vergonhosa dos petistas ao elaborar a lista, deputados buscam a quebra de sigilo telefônico de Rodrigo Janot, procurador geral da república, e José Eduardo Cardoso, ministro da justiça. Essa busca surge da desconfiança da lista, provavelmente querem saber quem está envolvido na criação dela. A decisão final se vai haver a quebra de sigilo fica com a maioria da CPI da Petrobrás. Enquanto o PT segue dando tiros no próprio pé e colecionando inimizades, como a quase fora do partido, Marta Suplicy (PT)

Marta Suplicy está em fase de divórcio do PT e aproximação do PSB. É claro que ela está saindo do partido, mas o partido não vai sair dela. Afinal, ela sai de um partido do Foro de São Paulo para outro, fortalecendo a estratégia das tesouras do Foro. Ela é uma falsa oposição, do ponto de vista ideológico, mas serve para desgastar o império petista. A senadora tem criticado o PT e seus líderes, e recentemente, apareceu de surpresa em um evento petista para distribuir críticas ao Fernando Haddad (PT) e a Dilma Rouseff (PT).

Esse é o resultado do discurso da luta de classes. O discurso típico da extrema esquerda de colocar pobres contra ricos, negros contra brancos, arianos contra judeus, mulheres contra homens, ateus contra religiosos etc. Um dia as pessoas, de tão acostumadas a ser atacadas e ver a política como luta entre grupos acaba vendo a própria esquerda como inimiga e com razão. Destruir as relações harmônicas entre as pessoas da sociedade é também atacar estas pessoas.
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