quinta-feira, 19 de março de 2015

A intolerância de membros do movimento negro (e a passividade covarde de quase toda uma sala de aula)


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Pedro Henrique

Os movimentos sociais do passado já foram mais inclinados à direita. Em seu início, o feminismo, por exemplo, buscava alguns direitos individuais como o direito ao voto. Hoje em dia, os coletivos não eleitos são maciçamente de esquerda, com tentativas tímidas da direita de ter um papel nestes movimentos ou de criar seus próprios movimentos. 

O movimento negro é um dos mais influentes. Por exemplo, ele conseguiu aprovar cotas para negros na universidade e em concursos públicos, um mês com eventos para falar sobre questões ligadas aos negros, etc. Algumas destas conquistas podem ser válidas, mas elas não são o assunto deste texto. O que pretendo analisar é um caso recente expondo o modus operandi da militância do movimento negro. Vejam o vídeo a seguir:



O vídeo mostra militantes invadindo a aula para fazer um "debate" sobre cotas raciais. O desrespeito à autoridade da professora é tão grande, que mesmo ela permitindo que eles permanecessem na sala, eles chegam a acusá-la de racismo só por apressá-los. Os militantes dizem querer propor um debate, mas não respeitam a opinião de outras pessoas, gritando o tempo todo para atropelar a voz de quem os critica, xingando para intimidar os críticos. Os únicos que levantaram a voz para falar contra o autoritarismo dos militantes foram dois rapazes que criticaram as agressões dos militantes e a invasão da aula.

As falas dos militantes dizem muito sobre sua forma de pensar. Eles dizem coisas como:  "quando o oprimido fala o opressor cala a boca", "ninguém aqui de pele branca que estudou em escola particular é igual a ninguém aqui (nós, militantes)", "se querem chorar tanto, chorem na cantareira, por que os negros de periferia não tem água para tomar banho", "todos os empregados de vocês, que são negros, não podem escolher a hora de falar sobre racismo". 

Estas falas refletem a típica mentalidade de extrema esquerda marxista de luta de classes. Eles acreditam estar lutando pelos negros proletários contra os brancos burgueses. Na visão de luta de classes, vale tudo para vencer o inimigo, inclusive invadir uma aula, desrespeitar o professor, agredir quem discorda passando por cima do seu direito de falar. 

O ódio se torna instrumento e fundamento da visão de luta de classes: Se vale tudo para derrotar o inimigo, vale fazer as pessoas odiarem o inimigo. E, ao mesmo tempo, se você acredita que vale tudo para derrotar o inimigo, então no mínimo tem que odiá-lo.

O ódio e preconceito racial é gritante em falas como "(...) por que esta universidade é branca, esta universidade não foi feita para negro" e "Todo dia eu ando nesta universidade e só tem gente como você, entendeu? Gente branca!", além de outras que já citei. Há uma fala com uma distorção bastante comum, usada para dar a impressão de que existem menos negros da universidade do que deveriam existir: "Vamos conversar sobre os 53% da população que é negra e menos da metade consegue ter acesso a esta universidade."

Esta fala se baseia na pesquisa do IBGE sobre a composição racial dos brasileiros. Nesta pesquisa a categoria de 'negros' é a união das categorias de 'pretos' e 'pardos'. Ora, os termos 'negros' e 'pretos' são sinônimos quando falamos de raça, só na pesquisa do IBGE a categoria 'pretos' está incluída na categoria 'pardos'. A porcentagem real de negros é aquela da categoria 'negros' da pesquisa, que é de 8%. Este tipo de manipulação com dados do IBGE é usada para dar a impressão de que a quantidade de negros na universidade deveria ser 7 vezes maior do que é.

Depois deste festival de intolerância e troglodice, aconselho este vídeo de Fernando Holliday para descontrair:

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