segunda-feira, 16 de março de 2015

A corrupção institucionalizada é uma mocinha de doze anos


Imagem: Reprodução Redes Sociais
Por Paulo Eneas

Em pronunciamento e entrevista coletiva nessa segunda, a presidente Dilma deu sinais de um aparente recuo e mudança de tom, mas que foram desmentidos ao longo da própria entrevista, por meio de afirmações que novamente não correspondem em nada à realidade de agora ou do passado recente, e mostram o desprezo do governo pela opinião pública.


Ao afirmar que “valeu a pena lutar pela democracia” a presidente tenta capitalizar politicamente em cima das manifestações de domingo, que foram contra ela e contra o PT, como se a sociedade brasileira devesse algo ao a ela e ao seu partido por viver numa democracia. Isso é falso, como inúmeros documentos e relatos de militantes de grupos de esquerda enfrentavam o regime militar já disseram: Dilma e seu grupo politico à época do regime militar, bem como a maioria dos petistas que estão hoje exercendo o poder no país, não lutavam por democracia coisa alguma, mas sim pela implantação de outra ditadura, pois a esquerda nunca defendeu democracia como valor em si. Prova disso é que hoje o governo petista e o PT apoiam ditadura como a de Nicolas Maduro, na Venezuela.

Se os rumos da história recente do país tivessem sido aqueles que a esquerda desejava, os dois milhões que saíram às ruas no domingo seriam recebidos à bala por uma guarda pretoriana, da mesmo forma como faz hoje Nicolas Maduro com sua Guarda Nacional Bolivariana, admirada e invejada pelos petistas. Essa desculpa da presidente não cola. Sim, vivemos hoje numa democracia, apesar do PT, e é justamente para defender a democracia e a liberdade que queremos tirar o PT do poder.

E ao falar sobre corrupção, repetiu a ladainha de que a corrupção é culpa de todos, e portanto, de ninguém. Seria uma “velha senhora” que não pouca ninguém. Conversa fiada outra vez. Corrupção não é como gripe, que pega qualquer um. Corrupção só ocorre onde existem agentes dispostos a praticá-la, seja para enriquecimento pessoal ilícito, seja dentro de um esquema institucionalizado articulado com um projeto autoritário de poder. E a corrupção institucionalizada, criada para solapar a democracia e garantir a permanência no poder a qualquer custo, não é uma velha senhora. É uma mocinha de doze anos.
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